Brasil disputa Golden Cup de handebol de surdos de olho no Mundial de 2027
A Seleção Brasileira feminina de handebol de surdos se prepara para disputar a International Deaf Handball Golden Cup 2026, entre os dias 20 e 25 de outubro, em Leipzig, na Alemanha. O torneio internacional será um importante teste para a equipe na caminhada rumo ao Campeonato Mundial de 2027, que será disputado em Zlatibor, na Sérvia.
Para o técnico Arthur Caetano, a expectativa é alta, sobretudo diante do histórico recente da equipe, que conquistou importantes títulos nos últimos anos.
Em 2018, o Brasil ficou com a medalha de bronze no Campeonato Mundial de Handebol para Surdos, disputado em Caxias do Sul (RS), ao vencer a Rússia. Quatro anos depois, voltou ao pódio ao ficar com o terceiro lugar nas Surdolimpíadas de 2022, após derrotar o Quênia e conquistar a primeira medalha olímpica do país na modalidade.
Já em 2025, a equipe comemorou, de forma invicta, o título do Campeonato Sul-Americano, na Argentina, garantindo vaga direta para o Mundial de 2027.
“A expectativa para essa competição é a melhor possível. No último Mundial que disputamos ficamos em terceiro lugar. No ano passado, fomos campeões sul-americanos em Buenos Aires, em uma final muito boa contra a Argentina. A seleção está bem renovada, mais treinada e mais preparada”, afirmou.
Segundo o treinador, a Golden Cup terá papel fundamental na preparação da equipe por reunir algumas das principais seleções da Europa, permitindo ao Brasil enfrentar adversários de alto nível antes do Mundial.
“Esse torneio em Leipzig vai reunir seleções fortes como a Alemanha, Hungria, Croácia e Turquia. Será uma preparação importante para conhecermos melhor o handebol europeu e chegarmos mais fortes ao Mundial”, destacou.
Caetano também ressaltou que a competição na Sérvia exigirá um desempenho ainda mais elevado. “O Mundial será muito mais forte, com equipes mais preparadas. O handebol europeu é muito forte, então estamos fazendo essa preparação com um grupo de 18 atletas.”
Apesar da evolução dentro de quadra, o treinador afirmou que o principal desafio da seleção continua sendo fora dela: a falta de recursos financeiros para viabilizar as viagens internacionais.
“A grande dificuldade que temos é a falta de apoio financeiro. Não temos patrocínio, então as atletas precisam arcar com passagem, hospedagem e alimentação. Estamos esperando para ver qual será o apoio oferecido pelos organizadores da Alemanha e, depois, pelo Mundial na Sérvia”, disse.
Entre os principais nomes da equipe está Fernanda Caporal, de Ribeirão Preto. A atleta foi a artilheira das Surdolimpíadas de 2022, com 71 gols, e marcou 14 vezes na vitória sobre o Quênia, resultado que garantiu ao Brasil a medalha de bronze.

Veja as atletas convocadas para a Golden Cup:
- Ana Maria Cuentro Barros
- Alessandra Barancelli
- Clécia Rayssa Dantas Deacleciano
- Deborah Dias de Souza
- Maria Eduarda Maganha Fabres
- Fernanda Ceresine Caporal
- Isabela Romeiro Cintra
- Jessica Seixas Pereira Meirelles
- Laura Backendorf Andreazza
- Malzélia Vieira Monteiro
- Marcella Vieira Reis
- Mariana Fuzetti Nascimento
- Rebeca São João Toledo
- Samira Vitória Ribeiro dos Santos
- Taís Souza da Silva
- Thaíza Pinnola Rocha
- Técnico: Arthur Caetano
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