Heinz mira exportação e 100% dos lares brasileiros

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Heinz mira exportação e 100% dos lares brasileiros

A alta dos juros e a pressão inflacionária sobre os custos de alimentos têm desafiado a indústria alimentícia brasileira, mas uma das líderes do setor aposta em estratégias de eficiência, verticalização e inovação para proteger o consumidor final e ampliar sua presença no mercado.


Em entrevista ao “É Negócio” da CNN Brasil, Ariel Grunkraut, CEO da Kraft Heinz Brasil detalhou os planos de crescimento, a estratégia multimarcas e os investimentos em pesquisa e desenvolvimento.


Eficiência e verticalização como escudo contra a crise


Marcado pela elevação dos juros e pelo endividamento de empresas, o cenário econômico atual impõe ao consumidor escolhas mais racionais.


“O consumidor está, sim, passando por um momento de dinheiro mais curto e isso exige que ele faça escolhas mais inteligentes e cada vez mais racionais”, afirmou Grunkraut.


Segundo ele, o portfólio completo de produtos permite acomodar esse comportamento sem repassar os impactos da inflação de custos ao consumidor final.




A verticalização da operação foi apontada como um diferencial estratégico relevante. A não dependência de importação de insumos para o mercado brasileiro confere à companhia maior previsibilidade e menor exposição às oscilações cambiais e de safra.


Além disso, a tecnologia aplicada no agronegócio já garante 25% mais produtividade no campo em comparação à média nacional, sem que seja necessário ampliar a área cultivada, segundo o executivo.


Exportação para a América Latina nos próximos 3 a 5 anos


A ambição de exportar a partir do Brasil está no horizonte da companhia.


“A nossa ambição é que nos próximos 3 a 5 anos toda a evolução que a gente vem conseguindo consiga não só atender o nosso volume, mas também consiga atender o volume de alguns países na América Latina”, declarou o CEO.


O caminho para viabilizar essa expansão é o crescimento da capacidade produtiva, impulsionado por investimentos em tecnologia e pelo desenvolvimento de híbridos por meio do ativo proprietário HeinzSeed.


Estratégia multimarcas e foco em inovação saudável


A aquisição de marcas como Quero, Heinz, Heimer e BR Spices compõe uma estratégia multimarcas voltada à diversidade do consumidor brasileiro.


Enquanto marcas como Quero atendem ao movimento de trade-down em ciclos econômicos adversos, outras como Heinz e BR Spices respondem à busca por um “premium acessível”.


“O fato de a gente ter esse portfólio de quatro marcas fortes, presentes em praticamente todas as regiões do Brasil, permite que a gente atenda diferentes consumidores em diferentes ocasiões de consumo”, explicou o executivo.


A demanda crescente por alimentos mais saudáveis também está no centro da estratégia. Mais de mil produtos foram revisados globalmente, com redução de sódio e açúcar.


A companhia também anunciou um investimento global de US$ 600 milhões em pesquisa e desenvolvimento, parte do qual já foi direcionado ao Brasil. Mais de R$ 50 milhões estão sendo investidos na campanha de lançamento do ketchup zero no país.


Food service e meta de alcançar 100% dos lares brasileiros


Atualmente, cerca de 15% do negócio da empresa está no segmento de food service, com perspectiva de dobrar esse percentual nos próximos anos.


O restante das vendas ocorre por meio de venda direta a grandes redes de supermercados e por uma rede de mais de 50 distribuidores, que levam os produtos a aproximadamente 500 mil pontos de venda.


As marcas da companhia já estão presentes em mais de 80% dos lares brasileiros.


“A nossa ambição é fazer com que as nossas marcas cheguem a 100% dos lares brasileiros”, concluiu o representante.


É Negócio 


O programa É Negócio é uma parceira do NeoFeed com a CNN Brasil, Carlos Sambrana entrevista os executivos e líderes das maiores companhias do Brasil.


Acompanhe os episódios inéditos, todos os domingos, às 20h45 na CNN Brasil, com reprise às quartas-feiras, às 19h15 no CNN Money.



Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.




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