Lindemberg evade a prisão em regime semiaberto após crime chocante de 2008
Em um caso que chocou a sociedade, um homem armado fez reféns sua ex-namorada e mais três amigos enquanto eles realizavam um trabalho escolar. Após mais de 100 horas de tensão, todos foram liberados, exceto Nayara Rodrigues, que retornou ao cativeiro em circunstâncias controversas. A situação levou a críticas à polícia, que estava envolvida nas negociações.
Policiais militares do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) invadiram o apartamento após ouvirem disparos provenientes do local. Durante a ação, houve novos disparos, resultando em ferimentos graves: dois atingiram Eloá, um na cabeça e outro na virilha, e um atingiu Nayara no nariz. Eloá não sobreviveu ao ataque, e Lindemberg, o autor dos disparos, foi preso.
O julgamento de Lindemberg ocorreu em 2012, no qual foi condenado a 98 anos e 10 meses de prisão por 12 crimes. Contudo, em 2013, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) reduziu a pena para 39 anos e 3 meses, em regime fechado.
Durante o processo judicial, Lindemberg confessou que atirou em Eloá, mas negou ter planejado o crime, afirmando que os amigos da vítima permaneceram como reféns por vontade própria.
Em 2021, Lindemberg obteve autorização judicial para cumprir o restante da pena em regime semiaberto, podendo ter saídas temporárias. A decisão foi fundamentada no seu bom comportamento na prisão, sem registros de infrações disciplinares graves, e em resultados favoráveis em avaliações psicológicas e de periculosidade.
As informações foram extraídas de reportagens publicadas pelo UOL em 27 de junho de 2026.
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