Brazilian Nickel quer governo e BNDES como sócios em projeto no Piauí
A Brazilian Nickel quer contar com o governo federal e o BNDES entre os parceiros do projeto Piauí Níquel, empreendimento de US$ 1,4 bilhão que está em fase final de estruturação financeira e deverá ser instalado no sul do estado.
A estratégia ocorre em meio ao esforço da companhia para atrair investidores brasileiros para um setor considerado estratégico para a transição energética e para a segurança das cadeias globais de minerais críticos.
Em entrevista ao programa Mapa da Mina, da CNN, o diretor financeiro da empresa, André Simão, afirmou que o projeto já superou as principais etapas de desenvolvimento e depende agora da conclusão do financiamento para avançar para a construção.
“A estrutura que segura o projeto está pronta. O que falta é finalizar o financiamento para o projeto. Isso feito, estaremos em condição de começar a construção do projeto”, afirmou.
Segundo o executivo, a companhia tem buscado ampliar a participação brasileira no empreendimento, tanto por meio de investidores privados quanto de instituições públicas.
“Queremos acionistas brasileiros, inclusive que o governo brasileiro participe. Estamos desenvolvendo riqueza para os brasileiros. Temos conversas com o governo federal, BNDES e pode vir coisas boas”, disse.
A defesa da entrada do governo ocorre em um momento em que diversos países têm adotado políticas para fortalecer a produção doméstica e garantir acesso a minerais considerados essenciais para a indústria de baterias, eletrificação e tecnologias de baixo carbono.
Produção vai para exportação
Apesar da tentativa de atrair capital local, a produção será 100% para exportação, já que não existe uma refinaria em operação com capacidade de processamento do produto. A perspectiva é que 10 mil toneladas do produto vá para dos EUA.
“Nosso produto é intermediário e precisa ir para uma refinaria para dar prosseguimento ao processamento do produto. O Brasil até possui uma refinaria e temos interesse em trabalhar, mas ela não está em operação e necessariamente teremos que exportar”, afirma.



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