Casal é condenado por morte de dentista, mas mistério segue em RO
- Por REDAÇÃO
25/04/2026 - 11h00
Após quase 20 horas de julgamento, encerrado por volta das 3h da madrugada deste sábado (25), o Tribunal do Júri condenou Maikon Sega Araújo e Raqueline Leme Machado pelo envolvimento no assassinato do dentista Clei Bagattini, executado dentro da própria clínica, em julho de 2024, em Vilhena (RO).
Apontado como intermediador do crime, Maikon Sega foi condenado a 23 anos e 4 meses de prisão. Na sentença, a magistrada destacou o histórico criminal do réu e negou o direito de recorrer em liberdade. Já Raqueline Leme, namorada de Maikon, recebeu pena de 6 anos de prisão, com início em regime semiaberto e o direito de recorrer em liberdade, conforme o grau de participação reconhecido pelos jurados.
Apesar da condenação, o julgamento não esclareceu a motivação do crime nem identificou o mandante da execução. Segundo as investigações, o autor dos disparos foi o pistoleiro Maico da Silva Raimundo, que se passou por paciente para se aproximar da vítima. Ele marcou uma consulta utilizando nome falso e, no dia do crime, entrou no consultório e efetuou vários disparos à queima-roupa, inclusive no rosto do dentista.
Após o crime, o atirador fugiu de motocicleta, contou com apoio para trocar de veículo e deixou a cidade. Meses depois, ele foi localizado no município de Colniza (MT), onde morreu em confronto com a polícia.
Durante o julgamento, o Ministério Público de Rondônia (MPRO) sustentou que o casal fazia parte de um grupo organizado, que agiu de forma planejada e com divisão de tarefas. As investigações apontam que os envolvidos se reuniram na noite anterior ao crime para definir os detalhes da ação. Uma das denunciadas teria auxiliado ao marcar um segundo horário na clínica, caso o plano inicial falhasse.
O caso, que causou grande repercussão na região, segue com lacunas quanto à motivação e à autoria intelectual do crime, que ainda não foi identificada pelas autoridades.




COMENTÁRIOS