Dormir mal aumenta o risco cardiovascular? Entenda com Dr. Kalil

Dormir mal aumenta o risco cardiovascular? Entenda com Dr. Kalil

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Dormir mal aumenta o risco cardiovascular? Entenda com Dr. Kalil

Dormir pouco ou ter um sono de má qualidade pode trazer sérias consequências para a saúde do coração e do cérebro. No CNN Sinais Vitais, deste sábado (31), especialistas alertam que esse problema, muitas vezes negligenciado, está diretamente associado ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral (AVC) e até o desenvolvimento de Alzheimer.


O tema foi debatido no programa com o Dr. Roberto Kalil, com a participação de Cristine Cukiert, neurologista, e Ronaldo Rosa, cardiologista e diretor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, que explicaram de forma detalhada como o sono impacta o organismo humano de maneira abrangente.


O sono como pilar da saúde


Durante a conversa, foi destacado que o sono compõe o que se convencionou chamar de “tripé da saúde”, ao lado da alimentação e da prática de exercícios físicos.


Ronaldo Rosa explicou que, durante décadas, a medicina deu pouca atenção ao período do sono, mas que hoje já se sabe que esse um terço da vida — equivalente a cerca de 8 horas diárias — tem repercussão nas 24 horas do dia.




“Durante o período de sono, nós temos uma série de mudanças que nosso organismo tem procurando restabelecer a nossa normalidade fisiológica, tanto a parte cerebral como o cardio circulatório”, afirmou Rosa.


Segundo ele, nesse período ocorre naturalmente a diminuição da frequência cardíaca e da pressão arterial, especialmente nas fases mais profundas do sono.


Apneia do sono e risco cardiovascular


Ronaldo Rosa ressaltou que dormir pouco ou dormir mal — situação em que o indivíduo não consegue atingir as fases profundas do sono — eleva significativamente o risco cardiovascular.


Esse quadro é especialmente comum na chamada apneia do sono, condição que interrompe o descanso e impede que o organismo realize seus processos restauradores naturais. “Dormir pouco e dormir mal tem repercussão no nosso organismo”, reforçou Ronaldo Rosa.


Cristine Cukiert acrescentou que os impactos vão além da saúde cardiovascular. Segundo ela, muitos AVCs acontecem justamente durante o período de sono.


“Dormir mal é um dos maiores fatores de risco para o desenvolvimento de uma alteração cognitiva, de um Alzheimer no futuro”, alertou a neurologista, destacando ainda que a qualidade do sono deveria ser investigada rotineiramente em consultas tanto cardiológicas quanto neurológicas.


Menopausa, sono e riscos para as mulheres


Cristine Cukiert chamou atenção para um aspecto que considera extremamente relevante: o impacto das alterações hormonais da menopausa sobre o sono feminino.


De acordo com ela, nesse período ocorre uma mudança na arquitetura do sono em decorrência das variações hormonais, o que também eleva o risco cardiovascular — tanto cardíaco quanto cerebral — de forma muito significativa.


Ao longo da conversa, foi reforçado que a crença de que mulheres não sofrem infartos é um mito. A incidência de eventos cardíacos nas mulheres aumenta após a menopausa, assim como o risco de AVC. “A mulher tem que se cuidar tanto quanto o homem nos fatores de risco”, concluiu o Dr. Kalil, com Cristine Cukiert concordando enfaticamente: “Muito, muito, com certeza.”



Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.




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