Excesso de gases: 11 principais causas (e o que fazer)
O excesso de gases na maioria das vezes é normal e acontece devido à fermentação dos alimentos pelas bactérias intestinais durante o processo de digestão, não cheirando mal e nem sendo indicativo de problemas de saúde.
No entanto, a formação de gases pode acontecer como consequência do uso de antibióticos ou consumo de alimentos de digestão mais lenta. Isso acontece porque há aumento da fermentação dos alimentos pelos microrganismos, o que provoca uma maior produção e acúmulo de gases a nível intestinal e estomacal.
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Os gases podem ter mau cheiro e causar sintomas como inchaço abdominal, mal estar geral, arrotos frequentes e dor abdominal em forma de pontada.

As principais causas do excesso de gases são:
1. Engolir ar durante as refeições
Quando se come muito rápido, devido ao estresse ou a ansiedade, por exemplo, pode haver a entrada de ar no organismo, o que provoca a formação de gases, sendo chamada esta condição de meteorismo intestinal, o que pode ser bastante desconfortável e causar inchaço e dor abdominal. Veja como identificar o meteorismo intestinal.
O que fazer: Nesse caso, é importante comer mais devagar para evitar que o ar volte a entrar no organismo durante a alimentação e, assim, os sintomas apareçam novamente. Além disso, é possível aliviar os sintomas através do uso de alguns medicamentos como luftal e dimeticona, por exemplo.
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2. Comer alimentos de difícil digestão
Alguns alimentos, principalmente carboidratos, proteínas e gorduras, possuem digestão um pouco mais lenta e aumentam a fermentação no intestino, aumentando a quantidade de gases formados. Os principais alimentos responsáveis pelo excesso de gases intestinais são:
- Repolho, brócolis, couve-flor, milho, leite;
- Grão de bico, ervilhas, lentilha, batata;
- Feijão, batata doce, iogurte, ovos, farelo de trigo;
- Bebidas com gás, cerveja, cebola, aspargos.
A combinação de alimentos ricos em fibras com alimentos que possuem muita gordura também favorecem a formação de gases. No entanto, um alimento que pode causar gases em uma pessoa pode não causar em outra, e portanto, é importante estar atento ao alimento que levou ao aumento dos gases.
O que fazer: É importante evitar o alimento responsável pelo aumento dos gases, além de ter uma alimentação leve e de fácil digestão, pois assim é possível promover o equilíbrio da microbiota gastrointestinal e aliviar os sintomas do excesso de gases. Saiba como a dieta pode diminuir a produção de gases.
3. Tomar antiácidos ou antibióticos
O uso de antiácidos e de antibióticos podem alterar a flora intestinal e, assim, o processo de fermentação dos microrganismos, o que poderia aumentar a produção de gases intestinais.
O que fazer: Nesse caso, é importante consultar o médico para saber se é possível fazer a troca do medicamento ou interromper o seu uso caso os gases estejam causando muito desconforto, além de ser feita uma avaliação da possibilidade do uso de remédios para aliviar o desconforto causado pelos gases.
4. Não praticar atividades físicas
A falta de atividades físicas faz com que o processo de digestão se torne mais lento, aumentando a fermentação dos alimentos. Além disso, pessoas sedentárias tendem a ter prisão de ventre, o que também favorece a formação de gases intestinais devido à permanência das fezes no intestino por mais tempo.
O que fazer: É recomendado iniciar a prática de atividades físicas de forma regular, pois assim é possível melhorar o funcionamento do intestino e diminuir os gases. Assim, para iniciar a prática de atividade física, pode ser interessante fazer uma caminhada de 20 minutos todos os dias e, à medida que a atividade física vai sendo mais frequente, a caminhada pode ser feita por mais tempo ou pode ser iniciada a prática de corrida, por exemplo. Confira algumas dicas para sair do sedentarismo.
5. Prisão de ventre
A prisão de ventre também pode causar aumento dos gases intestinais, pois como as fezes permanecem mais tempo no intestino, favorecem o aumento da fermentação e dificultam a saída dos gases, causando dor e desconforto abdominal.
O que fazer: É importante investir em hábitos que ajudem a combater a prisão de ventre como alimentação saudável e rica em fibras, ingestão de bastante água durante o dia e prática de atividade física de forma regular. Dessa forma, é possível melhorar o funcionamento do intestino e, assim, diminuir os gases.
6. Bebidas com gás
As bebidas com gás também podem aumentar a produção de gases, isso porque facilitam a deglutição de mais ar.
O que fazer: Nesse caso, o melhor a e fazer é eliminar o consumo de bebidas com gás, pois assim é possível melhorar a necessidade de arrotar e de eliminar gases.
Assista ao vídeo a seguir para saber mais sobre as causas e confira outras dicas para se livrar do excesso de gases:
Como Eliminar Gases Rápido: Alimentos, Chás, Exercícios e Mitos!
11:44 | 10.138 visualizações
7. Gravidez
A formação de gases aumenta durante a gravidez devido à digestão mais lenta por consequência das variações hormonais, como o aumento da progesterona.
Além disso, o crescimento do útero pode comprimir os órgãos digestivos, dificultando o trânsito intestinal. Outros fatores, como variações na alimentação e diminuição da prática de atividade física, também podem contribuir para o acúmulo de gases nesse período.
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O que fazer: Para evitar o excesso de gases durante a gestação, é importante evitar os alimentos que causam os gases, beber bastante água e praticar alguma atividade física.
8. Disbiose intestinal
A disbiose é um desequilíbrio da microbiota intestinal, o que pode ser consequência de doenças crônicas, inflamações e uso prolongado de antimicrobianos, por exemplo.
Esse desequilíbrio pode provocar sintomas como gases em excesso, arrotos, inchaço abdominal e diarreia. Conheça outros sintomas de disbiose intestinal.
O que fazer: Na maioria dos casos, é indicado que seja feita uma mudança dos hábitos alimentares, sendo recomendado diminuir o consumo de açúcares simples e gorduras saturadas, assim como a ingestão de produtos processados. Além disso, deve-se aumentar o consumo de frutas e verduras frescas.
Em alguns casos, o médico pode indicar o uso de suplementos probióticos e, dependendo da gravidade, a realização de transplante fecal.
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9. Intolerância ao glúten
A intolerância ao glúten, principalmente nos casos de doença celíaca ou sensibilidade ao glúten não celíaca, pode causar excesso de gases. Isso acontece porque o glúten pode provocar inflamação, desequilíbrio na flora bacteriana e alterações no trânsito intestinal.
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O que fazer: Para eliminar o excesso de gases, é necessário realizar mudanças nos hábitos alimentares. Em alguns casos pode ser recomendado evitar alimentos com glúten, como trigo, centeio, malte e cevada. No entanto, é fundamental primeiro consultar o médico para confirmar o diagnóstico e, se necessário, consultar o nutricionista para que seja feita um plano alimentar adaptado às necessidades individuais.
10. Intolerância à lactose
A intolerância à lactose pode provocar o excesso de gases. Isso acontece quando o organismo não produz quantidade suficiente de lactase, a enzima responsável por decompor a lactose, que é o açúcar presente no leite e derivados.
Além dos gases, podem ser notados outros sintomas como diarreia, inchaço abdominal e indigestão. Saiba reconhecer os sintomas de intolerância à lactose.
O que fazer: É importante evitar o consumo de alimentos com lactose, como leite de vaca, queijos, nata e iogurtes, por exemplo. É possível optar por alternativas sem lactose, como as bebidas vegetais ou queijos curados, já que possuem menos lactose que os frescos.
Além disso, é importante ler o rótulo dos alimentos, porque muitos produtos industrializados contêm lactose em sua composição. Por isso, é importante consultar um nutricionista para que seja indicado um plano alimentar adaptado às necessidades individuais.
Leia também: Quantidade de lactose nos alimentos
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11. Síndrome do Intestino Irritável
A síndrome do intestino irritável (SII) é uma condição que interfere no funcionamento do intestino e provoca sintomas digestivos como excesso de gases, inchaço, dor abdominal e alterações no trânsito intestinal, podendo haver diarreia, prisão de ventre ou ambos. Conheça mais sobre a síndrome do intestino irritável.
O que fazer: para reduzir o excesso de gases, é importante evitar os alimentos que provocam os sintomas, como aqueles ricos em FODMAPs.
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Também é indicado comer devagar, evitar bebidas com gás e manter uma alimentação equilibrada. A gestão do estresse através de técnicas de relaxamento, como a meditação ou a prática de atividade física, também pode ajudar a controlar os sintomas. Nos casos persistentes, é fundamental consultar o médico ou nutricionista para receber orientação e um tratamento mais adequado.



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