Venezuela destaca ajuda de 31 países e milhares de toneladas de doações

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Venezuela destaca ajuda de 31 países e milhares de toneladas de doações

A Venezuela destacou nesta quinta-feira (2) a ajuda recebida de dezenas de países ao redor do mundo após os terremotos que atingiram o país na semana passada.


De acordo com a líder interina, Delcy Rodríguez, 31 países chegaram ao território venezuelano para prestar apoio após o desastre causado pelos terremotos.


“O que eu vi foi uma cooperação internacional de irmandade”, disse Rodríguez.


Enquanto isso, a Venezuela recebeu mais de 2 mil toneladas de assistência de diversos países ao redor do mundo, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela.




“O Centro Internacional de Recepção de Ajuda, instalado no estado de La Guaira, é uma demonstração de cooperação e irmandade em tempos de crise”, acrescentou o Ministério das Relações Exteriores.


Organizações criticam governo da Venezuela


Amavex, uma organização beneficente criada nos Estados Unidos, publicou nas redes sociais que bombeiros venezuelanos relataram que foram impedidos de acessar locais de operação.


As imagens mostram um bloqueio feito pela Polícia Nacional Bolivariana e um dos bombeiros discutindo com um agente.


“Quando vidas estão em risco, não pode haver obstáculos. A prioridade deve ser salvar vidas, auxiliar as vítimas e apoiar aqueles que realizam o trabalho mais árduo”, destacou a organização.


A ISAR Germany afirmou no domingo (28) que a equipe médica de emergência que comandaria teve autorização de entrada negada, “apesar de a Venezuela ter sinalizado anteriormente a necessidade de apoio médico internacional”.


Citando a OMS e a ONU, a organização alemã afirmou que o Ministério da Saúde da Venezuela “decidiu, em cima da hora, não permitir a entrada de unidades de ajuda médica internacional no país neste momento (até 28 de junho de 2026)”.


A equipe incluiria 41 especialistas voluntários para resposta a desastres e estava pronta para voar para a Venezuela, assim como equipamentos.


Não há informações sobre se a equipe conseguiu entrar na Venezuela.


Além disso, Francisco Lermanda, representante da equipe de resgate Topos de Chile relatou à imprensa venezuelana na segunda-feira (29) que militares do país estão interrompendo esforços de busca para exigir documentos de identificação, suspeitando que os socorristas possam ser espiões.


Ao Monitoreamos, Lermanda alegou que um soldado foi questionado por um integrante da equipe de ajuda, pontuando que tinha ordens para verificar os resgatistas periodicamente.


CNN Brasil tenta contato com o governo venezuelano sobre os relatos das organizações de ajuda e aguarda resposta.


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