Pré-candidato do PSOL ao Governo de RO defende câmeras corporais, critica operações agrárias e promete mudanças na saúde
Mídia Rondônia – O pré-candidato ao Governo de Rondônia pelo PSOL, advogado Luiz Teodoro, concedeu entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, onde apresentou propostas para áreas como segurança pública, saúde e política agrária, além de fazer críticas à atuação do Estado em conflitos fundiários.
Durante a entrevista, Teodoro afirmou que a Liga dos Camponeses Pobres (LCP) não pode ser classificada de forma generalizada como facção criminosa. Segundo ele, embora possa haver pessoas investigadas ou ligadas ao crime infiltradas em movimentos sociais, isso não justifica rotular todos os integrantes como criminosos.
“LCP não é sigla de facção. LCP é Liga Camponesa Pobre. Não é facção. Agora, se existem pessoas infiltradas que têm problemas com a Justiça, é outra situação”, declarou.
O advogado também criticou a condução de algumas operações de reintegração de posse realizadas em Rondônia. Segundo ele, já presenciou ações em que policiais fortemente armados cercavam mulheres, crianças e idosos durante o cumprimento de decisões judiciais.
Na avaliação do pré-candidato, cabe às forças policiais garantir a segurança da operação, enquanto a apresentação formal da ordem judicial deve ser feita por um oficial de Justiça. Ele afirmou que, em determinadas situações, houve violação da dignidade das famílias envolvidas.
Câmeras corporais
Entre as propostas apresentadas, Luiz Teodoro defendeu a implantação de câmeras corporais nos uniformes dos policiais militares, argumentando que a medida aumentaria a transparência das operações e protegeria tanto os agentes de segurança quanto a população.
Segundo ele, a utilização dos equipamentos ajudaria a documentar as ações policiais e reduzir questionamentos sobre a atuação das forças de segurança, especialmente em conflitos agrários.
Déficit de policiais
Ao abordar a segurança pública, o pré-candidato afirmou que Rondônia enfrenta déficit no efetivo policial. Segundo os números apresentados por ele, o Estado necessitaria de cerca de 8,7 mil policiais, mas contaria atualmente com aproximadamente 4,7 mil, sendo apenas cerca de 700 em serviço para atender os 52 municípios.
Teodoro criticou ainda o modelo de plantões extras remunerados, afirmando que o Estado estaria utilizando os dias de folga dos policiais para suprir a falta de efetivo.
“O povo não quer sensação de segurança. As pessoas querem segurança. O policial precisa descansar porque exerce uma atividade de risco”, afirmou.
Saúde
Na área da saúde, Luiz Teodoro prometeu que, caso seja eleito governador, orientará a Procuradoria-Geral do Estado a não recorrer de decisões judiciais que determinem a realização de cirurgias, fornecimento de medicamentos ou outros tratamentos médicos.
Segundo ele, a medida pretende reduzir a demora no cumprimento de decisões judiciais e garantir maior rapidez no atendimento aos pacientes.
Outras propostas
Durante a entrevista, o pré-candidato também defendeu:
- a recriação de um instituto estadual de terras;
- a utilização de prédios provisórios como hospitais para ampliar a capacidade de atendimento da rede pública;
- a criação de subsídios estaduais para reduzir o valor da conta de energia elétrica da população.
Luiz Teodoro afirmou que pretende apresentar essas propostas ao longo da pré-campanha ao Governo de Rondônia, defendendo mudanças na gestão pública e na condução das políticas voltadas à segurança, saúde e questão fundiária no Estado.




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