Cachorro fantasma é fotografado por pesquisadores na Amazônia

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Cachorro fantasma é fotografado por pesquisadores na Amazônia

Pesquisadores da Bolívia registraram imagens do cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas, nomeado como cachorro fantasma, uma das espécies menos conhecidas no planeta e restrita às florestas amazônicas, registrando o maior conjunto de aparições dele. 


Com a ajuda de armadilhas fotográficas, 4.635 imagens foram registradas, com 594 aparições independentes do canídeo, confirmando uma associação do cachorro fantasma com áreas preservadas da Amazônia.


Os pesquisadores observaram que o animal tem preferência por regiões de floresta madura, principalmente as florestas de terra firma, que são áreas afastadas dos rios e sem possibilidade de alagamento.




















O estudo também enfatizou a dependência do cachorro por ambientes conservados, tendo preferência por florestas intactas, o que reforça a importância da preservação da vegetação amazônica.


Além disso, as fotografias feitas com apoio da Wildlife Conservation Society (WCS) esclarecem que ele é um animal diurno, pois 72% das imagens foram feitas durante o dia, principalmente nas primeiras horas do período da manhã.


















O cachorro fantasma


Devido a sua preferência por espaços intactos e, consequentemente, pouco vistas ou habitadas, o animal de hábitos discretos é raramente visto por pesquisadores, fator que contribui para as poucas respostas sobre sua espécie mesmo perante tempos de estudos dedicados ao cachorro-do-mato-de-orelhas-curta.


O cachorro fantasma tem focinho semelhante ao das raposas, pelagem entre tons de cinza ou em marrom-avermelhado e orelhas arredondadas, podendo pesar entre 6,5 e 10 quilos.


O animal também possui uma característica rara entre os canídeos amazônicos: têm patas relativamente palmadas, com membranas entre os dedos, característica muito observada em espécies semi aquáticas.


O estudo atual insinua que talvez o animal não seja tão raro em áreas de boa preservação, mas apenas de difícil detecção, pois sua distribuição pelo Brasil condiz justamente com regiões de forte monitoramento contra o desmatamento.


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