Isquemia mesentérica: o que é, sintomas e causas (tem cura?)

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Isquemia mesentérica: o que é, sintomas e causas (tem cura?)

A isquemia mesentérica acontece quando o fluxo de sangue para os intestinos diminui ou é interrompido, o que pode causar lesões nos tecidos e, nos casos mais graves, necrose intestinal.



Os principais sintomas da isquemia mesentérica são dor abdominal intensa, geralmente mais forte do que o esperado durante o exame físico, além de náuseas, vômitos e perda de peso sem causa aparente. 



O tratamento, indicado pelo gastroenterologista ou cirurgião vascular, tem como objetivo restabelecer o fluxo sanguíneo para o intestino e pode incluir procedimentos endovasculares, cirurgia e o uso de medicamentos para prevenir a formação de coágulos.
















Imagem ilustrativa número 1





Sintomas da isquemia mesentérica



Os sintomas da isquemia mesentérica incluem:




  • Dor abdominal intensa e repentina;

  • Dor abdominal após as refeições;

  • Náuseas e vômitos;

  • Distensão abdominal;

  • Diarreia ou evacuações frequentes;

  • Sangue nas fezes;

  • Perda de peso sem causa aparente;

  • Diminuição do apetite.



Em alguns casos, também podem surgir febre e sensibilidade abdominal à palpação, principalmente quando há complicações ou comprometimento mais grave do intestino.



Isquemia mesentérica aguda



Na isquemia mesentérica aguda, os sintomas surgem de forma repentina e podem piorar rapidamente, causando dor abdominal intensa, geralmente desproporcional aos achados durante o exame físico.



Em casos graves, a condição pode evoluir para choque séptico, uma complicação causada por uma infecção generalizada. Entenda melhor o que é choque séptico.



Isquemia mesentérica crônica



Na isquemia mesentérica crônica, os sintomas se desenvolvem gradualmente ao longo do tempo e costumam incluir dor abdominal após as refeições, perda de peso e diminuição do apetite. 



Isso acontece porque a redução do fluxo sanguíneo para os intestinos dificulta a digestão, levando muitas pessoas a evitar comer para não sentir desconforto.



Como é feito o diagnóstico



O diagnóstico da isquemia mesentérica é feito pelo gastroenterologista ou cirurgião vascular por meio da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e exame físico.



Marque uma avaliação com o cirurgião vascular mais próximo de você:



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Para confirmar o diagnóstico e identificar a causa da redução do fluxo sanguíneo, podem ser solicitados exames de imagem, como angiotomografia computadorizada, que pode detectar bloqueios, coágulos ou alterações na parede intestinal. Veja para que serve a angiotomografia.



Além disso, exames de sangue, como lactato, dímero-D e proteína de ligação a ácidos graxos intestinais, também podem ser indicados para avaliar sinais de infecção, inflamação ou lesão intestinal.



Outros exames, como ultrassonografia Doppler ou angiorressonância magnética, podem ser usados ​​para identificar casos crônicos ou acompanhar a doença ao longo do tempo.



Causas da isquemia mesentérica



As possíveis causas da isquemia mesentérica são:





  • Embolia arterial: acontece quando um coágulo bloqueia uma artéria que leva sangue aos intestinos, interrompendo o fluxo sanguíneo de forma repentina. É uma das principais causas da isquemia mesentérica aguda;




  • Aterosclerose: ocorre devido ao acúmulo de placas de gordura nas artérias mesentéricas, reduzindo gradualmente a circulação sanguínea. Está mais associada à isquemia mesentérica crônica;




  • Trombose venosa mesentérica: é causada pela formação de coágulos nas veias dos intestinos, dificultando o retorno do sangue. Saiba o que é trombose intestinal;




  • Isquemia não oclusiva: acontece quando há redução do fluxo sanguíneo devido ao estreitamento dos vasos, sem bloqueio por coágulos ou placas de gordura. Entenda o que é insuficiência cardíaca.





Além disso, algumas cirurgias cardiovasculares, especialmente as realizadas na aorta ou em grandes vasos sanguíneos, como a correção de aneurisma da aorta e a revascularização do miocárdio, podem aumentar o risco de isquemia mesentérica.



Doenças que afetam os vasos sanguíneos, como vasculite e dissecção da aorta, também podem comprometer o fluxo de sangue para os intestinos e favorecer o desenvolvimento dessa condição.



Tratamento para isquemia mesentérica



O tratamento para isquemia mesentérica inclui:



1. Suporte inicial



O suporte inicial é fundamental para estabilizar a pessoa e evitar complicações. Pode incluir internação hospitalar, reposição de líquidos pela veia, controle da dor e monitorização constante dos sinais vitais. 



Em alguns casos, também pode ser necessário jejum para reduzir a sobrecarga intestinal.



2. Medicamentos



Podem ser utilizados anticoagulantes, como heparina e varfarina, ou anticoagulantes orais diretos, como rivaroxabana e apixabana, para evitar a formação de novos coágulos. 



Em situações específicas, trombolíticos como alteplase podem ser indicados para dissolver coágulos já formados e melhorar o fluxo sanguíneo.



3. Tratamento endovascular



O tratamento endovascular é minimamente invasivo e tem como objetivo desobstruir os vasos sanguíneos por dentro, sendo frequentemente a primeira escolha, por oferecer boa eficácia e menor risco.



Em casos iniciais ou menos graves, podem ser realizados procedimentos, como angioplastia com stent, que ajudam a desobstruir a artéria e restabelecer a circulação. Veja como é feita a angioplastia com stent



4. Cirurgia



A cirurgia é indicada em casos mais graves ou quando não há resposta ao tratamento endovascular. 



Pode envolver retirada de coágulos, criação de desvio (bypass) ou reparo de vasos sanguíneos afetados para restabelecer a circulação intestinal.



5. Ressecção intestinal



Quando há necrose intestinal, é necessária a remoção da parte do intestino que foi danificada. Esse procedimento é essencial para evitar infecções graves e complicações como sepse, sendo realizado apenas quando o tecido já não é viável.





Leia também: Necrose: o que é, sintomas, tipos, causas e tratamento

tuasaude.com/necrose



6. Controle dos fatores de risco



Após o tratamento da isquemia mesentérica, é essencial controlar as condições que aumentam o risco de novos episódios. Isso inclui manter a pressão arterial controlada, tratar o colesterol alto, parar de fumar e tratar da fibrilação atrial, quando presente.



Também pode ser necessário o uso de medicamentos contínuos, mudanças na alimentação e acompanhamento regular com o cirurgião vascular ou cardiologista, para reduzir o risco de formação de novos coágulos.



Como prevenir



A prevenção da isquemia mesentérica envolve principalmente:




  • Parar de fumar;

  • Controlar a pressão arterial e o colesterol;

  • Manter os níveis de açúcar no sangue dentro de uma faixa saudável;

  • Manter um peso saudável e praticar exercícios físicos regularmente;

  • Tomar anticoagulantes, se prescritos para fibrilação atrial, para prevenir coágulos sanguíneos.



Em pessoas graves, os médicos evitam doses altas de medicamentos que contraem os vasos sanguíneos e buscam manter a pressão e o fluxo sanguíneo estáveis para prevenir a isquemia mesentérica não oclusiva.



Isquemia mesentérica tem cura?



A isquemia mesentérica pode ter cura, especialmente quando diagnosticada precocemente e tratada rapidamente. Nesses casos, é possível restabelecer o fluxo sanguíneo para o intestino e evitar complicações graves. 



No entanto, quando o diagnóstico é tardio e já há comprometimento importante do intestino, como necrose, o tratamento pode ser mais complexo e nem sempre ocorre recuperação completa.




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