“Flávio Taxadinha”: redes culpam Flávio por taxação do PIX

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“Flávio Taxadinha”: redes culpam Flávio por taxação do PIX

O termo Tariflávio dominou as redes sociais nesta terça-feira (2), tornando-se o principal assunto no X após o governo de Donald Trump propor uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros. A ofensiva comercial dos Estados Unidos cita diretamente o Pix como uma prática que prejudicaria empresas norte-americanas, gerando uma forte mobilização digital que associa a sanção à recente viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Casa Branca.


A narrativa central entre as milhares de publicações impulsionadas na plataforma é a defesa da soberania financeira do país. O apelido Tariflávio circula acompanhado de bordões consolidados durante o pico de interações, como “O PIX É NOSSO”“Bolsonaros inimigos do Brasil” e “Flávio Taxadinha”.



A mobilização e as acusações nas redes


A reação uniu políticos, comunicadores e milhares de cidadãos em uma mesma pauta de indignação. O ex-presidente da Embratur, Marcelo Freixo, acusou o grupo político do senador de atuar contra o povo brasileiro em favor de interesses estrangeiros. Em sua publicação, ele afirmou que o “Tariflávio” busca acabar com o Pix para agradar Donald Trump e associou o episódio a um projeto de submissão do país.







A vereadora Luna Zarattini (PT-SP) ironizou a situação em seu perfil, ligando publicamente o ataque ao Pix ao senador:



A usuária Jaque Venturini publicou uma cobrança explícita de traição à pátria, direcionada a Eduardo e Flávio Bolsonaro:



O comunicador Lázaro Rosa, um dos perfis que ajudou a popularizar a tag nas primeiras horas do dia, alertou para o que chamou de sabotagem ao Pix com o objetivo de beneficiar bandeiras internacionais como Visa e Mastercard:



O documento do USTR e o desgaste de Flávio Bolsonaro


relatório oficial do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) não cita Flávio Bolsonaro nominalmente. O documento acusa o Brasil de adotar práticas consideradas “irrazoáveis” em áreas como comércio digital, meios de pagamento, propriedade intelectual e tarifas preferenciais.


O Pix aparece no centro da ofensiva. Para o governo Trump, o sistema operado pelo Banco Central teria vantagem indevida sobre empresas privadas de pagamento dos Estados Unidos por ser gratuito para pessoas físicas, ter ampla adesão bancária e ocupar posição central nos aplicativos financeiros.


A crise atingiu Flávio porque a medida veio depois da ida do senador à Casa Branca. A Fórum mostrou que Trump passou a mirar o Pix após lobby de Flávio Bolsonaro e que o governo dos EUA ameaça o Brasil com tarifa de 25% em uma ofensiva que mistura comércio, regulação digital e pressão política.


Nas redes, a sequência consolidou o enquadramento contra o senador: reunião com Trump, ataque ao Pix e ameaça de sanção contra produtos brasileiros. Foi nesse contexto que Tariflávio virou a síntese do desgaste bolsonarista e transformou a defesa do Pix em bandeira de soberania nacional.


 




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