Ginecologista é preso em Goiás após 23 mulheres denunciarem crimes sexuais durante consultas

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Ginecologista é preso em Goiás após 23 mulheres denunciarem crimes sexuais durante consultas

BRASIL


Médico é investigado por acusações de crimes sexuais; 23 mulheres prestaram denúncias











  • Publicado em 25 de abril de 2026 às 12:00



    Ginecologista foi preso nesta quinta-feira (23)

    Ginecologista foi preso nesta quinta-feira (23) Crédito: Divulgação/ PCGO



    O ginecologista Marcelo Arantes e Silva, de 50 anos, foi preso preventivamente em Goiás, acusado de crimes sexuais contra pacientes. Após uma consulta, ele enviou uma mensagem a uma das vítimas, questionando se “houve algum mal-entendido”, segundo informações da Polícia Civil. Até o momento, 23 mulheres registraram denúncias, e o médico é investigado por estupro de vulnerável.


    A delegada Amanda Menuci, em coletiva de imprensa, destacou que uma das vítimas, que se encontrava em uma gravidez de risco, gravou os atendimentos após notar comportamentos suspeitos do médico. Relatos de outras vítimas apontam um padrão de comportamentos inadequados, corroborados por esse caso.


    Comportamento repetitivo e padrão de conduta


    Em um dos atendimentos, a vítima relatou que o médico tocou de forma libidinosa e fez comentários inapropriados. A delegada mencionou uma mensagem enviada pelo médico à paciente, sugere que ele tinha consciência do que estava fazendo.


    “Após ter manuseado as partes íntimas, ele mandou mensagem perguntando se não havia mal-entendido. Se houvesse um lastro em suas ações, ele não precisaria fazer esse tipo de pergunta”, afirmou Menuci.


    As investigações indicam que o médico agia como um “predador sexual”, aproveitando-se do ambiente clínico para se aproximar de pacientes vulneráveis. Desde a divulgação do caso, a identidade e imagem do médico foram tornadas públicas para incentivar outras possíveis vítimas a se manifestarem. As denúncias se estendem entre 2017 e 2026.


    Denúncias e o caráter da investigação


    As investigações estão classificadas como estupro de vulnerável, considerando a fragilidade das pacientes em um ambiente ginecológico. A polícia evidenciou que o suspeito usuava estratégias específicas de manipulação, conquistando a confiança das pacientes em momentos de vulnerabilidade emocional, frequentemente antes de procedimentos cirúrgicos.


    Vítimas relataram que o médico fazia toques inapropriados durante os exames e tecia comentários que ultrapassavam os limites da prática médica.


    Um dos relatos, fornecido à TV Anhanguera, aponta que uma paciente disse ter ficado paralisada durante um atendimento. “A gente fica completamente imóvel, não tive coragem, acho que, por alguns minutos, eu morri ali na cadeira”, conta a vítima.


    Defesa do médico e implicações profissionais


    A defesa de Marcelo Arantes, em declarações ao g1, argumentou que a prisão preventiva é desnecessária, reiterando a confiança na inocência do médico e informando que ele já se afastou de suas funções profissionais, colaborando com as investigações.


    Marcelo Arantes, graduado pela Universidade Federal de Goiás em 2002, é ginecologista com foco em tratamentos de infertilidade. Atualmente, seu registro profissional está suspenso por decisão judicial, e ele trabalhava em duas clínicas em Goiânia e Senador Canedo, onde as denúncias foram originadas.


    Nota do Cremego sobre suspensões e denúncias


    O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informa que o registro do médico foi suspenso em decorrência das acusações. Todas as denúncias sobre conduta ética são apuradas em sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional Médico.


    Declaração da defesa


    A defesa reitera a inocência de Marcelo Arantes e espera que ele será absolvido, como já ocorreu em processos anteriores.


    Rodrigo Lustosa, Nara Fernandes e Frederico Machado


    Para mais detalhes, acesse a fonte original: Correio 24 Horas.


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