Flávio e Lula: 3º bloco tem embate sobre facções criminosas e endividamento

Flávio e Lula: 3º bloco tem embate sobre facções criminosas e endividamento

cnnbrasil.com.br
Flávio e Lula: 3º bloco tem embate sobre facções criminosas e endividamento

O terceiro bloco do debate presidencial da TV Globo nesta sexta-feira (23) foi marcado por discussões sobre o endividamento dos brasileiros, o ensino integral e a retomada de territórios dominados pelo crime organizado.


O combate às facções criminosas e o tema das dívidas concentraram parte do confronto entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).


No terceiro bloco, os candidatos escolheram temas entre seis opções apresentadas no telão e fizeram perguntas um ao outro.




Os assuntos disponíveis eram políticas sociais, meio ambiente, reformas, retomada de territórios, relações com Estados Unidos e China, SUS (Sistema Único de Saúde), ensino integral, dívida pública, endividamento dos brasileiros e Inteligência Artificial.


Flávio iniciou o bloco escolhendo o tema do endividamento das famílias. Em seguida, Lula selecionou o ensino integral, e Flávio encerrou a rodada ao escolher a retomada de territórios.


Sobre as dívidas, Flávio responsabilizou os juros altos e os gastos do governo pela situação financeira das famílias, enquanto Lula citou programas de renegociação e novas medidas para reduzir o endividamento.


No tema do ensino integral, Lula prometeu universalizar a modalidade até o ensino médio e ampliar o Pé-de-Meia. Flávio criticou o orçamento destinado à área e defendeu investimentos em ensino técnico, Inteligência Artificial e auxílio para famílias sem vagas em creches públicas.


Sobre a retomada de territórios, o tema das facções criminosas permeou o assunto.


Flávio defendeu classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital), o Comando Vermelho e as milícias como organizações narcoterroristas e prometeu endurecer as penas. Lula acusou o adversário de fazer promessas sem resultados e defendeu o fortalecimento das forças policiais federais.


Endividamento dos brasileiros


Flávio Bolsonaro iniciou o tema criticando a situação financeira das famílias e a promessa de campanha de Lula de facilitar o acesso à picanha.


“O meu concorrente prometeu picanha, entregou abóbora”, afirmou.


O senador atribuiu o endividamento aos juros altos e aos gastos do governo e disse que os brasileiros estão com contas atrasadas.


Lula defendeu os programas de renegociação de dívidas de seu governo e afirmou que prepara uma nova iniciativa, o Desenrola 3, para ajudar os brasileiros a regularizar a situação financeira. Ele também voltou a citar medidas para estimular o empreendedorismo e aliviar dívidas dos MEIs (microempreendedor individual).


Ao fim da discussão, Lula levou o debate para as apostas online, as bets.


“Acabamos com as bets porque elas estavam virando um inferno na vida das pessoas, consumindo parte do dinheiro destinado ao leite e ao pão das crianças e levando pessoas a se violentarem, tentarem se matar e até se mutilarem.”


Ensino integral


Lula prometeu universalizar o ensino integral até o ensino médio e ampliar o programa Pé-de-Meia, que oferece incentivo financeiro a estudantes para estimular a permanência na escola.


Flávio contestou a gestão dos recursos da área e defendeu investimentos em ensino técnico, inteligência artificial, matemática e português, além de parcerias entre escolas e empresas.


O senador também propôs um auxílio para famílias que não encontrarem vagas em creches públicas. “Criança mais perto da escola é criança mais longe do crime”, afirmou.


Retomada de territórios e combate às facções


Lula iniciou o tema relembrando o caso da menina Ana Clara, morta em 2021 por uma bala perdida em Niterói, no Rio de Janeiro.


O suspeito de ter feito o disparo é Bruno Dias Delarolli, cabo da Polícia Militar do estado. A campanha de Lula tem afirmado que Flávio atuou como advogado do policial.


Na ocasião, Lula questionou por que o candidato do PL (Partido Liberal) teria advogado em defesa do policial.


“Por que um senador evita que um policial assassino, que era para ser julgado, não fosse julgado? O que leva um senador a defender um policial que deu tiro de fuzil numa menina de 5 anos?“, questionou Lula.


Flávio afirmou acreditar que o policial não foi o autor do disparo.


O senador defendeu uma política de segurança mais rígida. Prometeu classificar o PCC, o Comando Vermelho e as milícias como organizações narcoterroristas, além de ampliar penas para crimes graves e reduzir a maioridade penal em determinadas situações.


Flávio também afirmou que pretende aumentar a punição para roubo de celulares e implementar a castração química de estupradores e abusadores de crianças. As medidas foram apresentadas como parte de sua proposta de endurecimento penal.


Lula respondeu acusando o adversário de fazer discursos de efeito sem apresentar resultados concretos. Também associou Flávio a políticos e grupos que, segundo o presidente, teriam ligações com milícias no Rio de Janeiro.


“Essa bravata de que vai fazer também está bravata de quem não vai fazer nada”, afirmou.


O petista defendeu a criação de um ministério voltado à segurança pública e prometeu fortalecer a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. Lula afirmou que pretende combater tanto o narcotráfico quanto as milícias.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.