Em meio a crise com BRB e Master, Brasília completa 66 anos sem festa

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Em meio a crise com BRB e Master, Brasília completa 66 anos sem festa

Brasília completa hoje 66 anos de fundação com a ausência das tradicionais celebrações por ordem da governadora Celina Leão (PP). A gestão da capital federal, que enfrenta turbulências envolvendo a compra do Banco Master pelo BRB (Banco Regional de Brasília), optou pela decisão “menos popular”.


Ao assumir o comando do Distrito Federal em 30 de março, Celina comunicou o cancelamento do envio de R$ 25 milhões em recursos que sustentariam shows na Esplanada dos Ministérios e em diversas Regiões Administrativas do entorno. A determinação foi publicada no DODF (Diário Oficial do Distrito Federal) no mesmo dia.


A governadora reafirmou ao Bastidores CNN nesta segunda-feira (20) que o recurso foi redirecionado para a contratação temporária de 130 médicos especialmente para a assistência primária na especialidade de Medicina de Família e Comunidade. Também há previsão de cadastro de reserva para atuação na saúde pública do DF.




À época, Celina disse em vídeo publicado em seu perfil no Instagram que “a manutenção de serviços públicos essenciais deve sempre prevalecer sobre despesas que não são obrigatórias, como festividades”. O investimento de R$ 25 milhões seria o maior na gestão atual, planejado e mantido pelo ex-governador Ibaneis Rocha (MDB).


Na festa do ano passado, o GDF organizou um esquema de 3 dias para comemorar os 65 anos da capital. Com um orçamento de R$ 15 milhões, o evento contou com apresentações bancadas parcialmente pelo próprio BRB, com shows de Wesley Safadão, Léo Santana, Alceu Valença e outros.


Crise do BRB & Master


À CNN, a governadora deu seu parecer sobre o clima no governo do DF em relação ao imbróglio envolvendo o principal banco público da capital e a instituição de Daniel Vorcaro.


Celina afirma ter a “impressão” de que a vontade do governo federal é de que o BRB “quebre”. Segundo ela, apenas os bancos vinculados ao governo, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, não têm feito negócios com o BRB.


“Todos os bancos privados têm sentado, têm negociado com o BRB. Os únicos bancos que não têm negociado com o BRB são a Caixa Econômica e o Banco do Brasil. A impressão que se passa por parte do governo federal é de que a vontade dele é que o banco do Distrito Federal quebre mesmo, independentemente de responsabilidade de quem quer que seja”, disse a governadora.


Celina Leão assumiu o governo do DF em meio à crise do BRB com o Banco Master, suspeito de manipulação de balanços e operações financeiras irregulares envolvendo outras instituições — dentre elas, o próprio Banco de Brasília.


Em setembro de 2025, o BRB chegou a tentar comprar o Banco Master, mas o Banco Central rejeitou a compra. A negociação se transformou em um escândalo bilionário quando se descobriu que os ativos oferecidos ao BRB eram fraudulentos, sem lastro real. Segundo investigações da PF (Polícia Federal), há indícios de que o BRB estava ciente de que estava adquirindo “ativos podres”, sugerindo uma possível participação no esquema.


O BRB enfrenta um momento de pressão após identificarem cerca de R$ 12 bilhões em operações de crédito fraudulentas, que impactaram o balanço e aumentaram a necessidade de capital.


Na última quinta-feira, o ex-presidente do banco, Paulo Henrique Costa, foi preso. Ele foi preso preventivamente na quarta fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura fraudes envolvendo o Banco Master.


Apesar das dificuldades enfrentadas pelo banco, Celina nega a intenção de privatizá-lo. A governadora minimizou a crise e disse se tratar de um “fato pontual”, culpando a gestão do ex-presidente do banco, Paulo Henrique Costa, preso preventivamente na última semana.




















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