Nova Jersey impõe tarifa de US$ 150 para jogos da Copa e gera polêmica entre torcedores
A decisão de Nova Jersey de **implementar uma tarifa de transporte de US$ 150** (aproximadamente R$ 746) para os jogos da Copa do Mundo gerou **preocupações entre a FIFA**. Em comunicado neste sábado (18), a entidade alertou que o valor representa um **aumento de 10 vezes** em relação ao preço habitual de US$ 15 (cerca de R$ 75) para a rota.
Esse incremento nos custos eleva ainda mais o valor dos ingressos, que já podem alcançar milhares de dólares no mercado de revenda. O MetLife Stadium, que receberá **oito jogos**, incluindo a **final em 19 de julho**, também será palco da **estreia do Brasil contra Marrocos**.
Kris Kolluri, presidente executivo da New Jersey Transit, defendeu os novos preços devido ao **aumento no número de passageiros** e ao fechamento de estacionamentos próximos ao estádio, além das crescentes exigências de segurança relacionadas ao evento.
De acordo com **Heimo Schirgi**, diretor de operações da Copa do Mundo de 2026, a elevação das tarifas pode forçar os espectadores a buscarem **alternativas de transporte**. “O atual modelo de preços da NJ Transit terá um **efeito inibidor**. Tarifas altas empurram os torcedores para outras opções”, afirmou Schirgi.
Ele também enfatizou que esse cenário pode acarretar **congestionamentos e chegadas atrasadas**, afetando negativamente o evento e a economia da região. “Estabelecer preços elevados e exigir que a FIFA cubra essas despesas não é comum em eventos desse porte”, acrescentou Schirgi.
Governadora afirma que “FIFA deve arcar com os custos”
A governadora de Nova Jersey, **Mikie Sherrill**, argumentou que a NJ Transit enfrentaria uma dívida de **US$ 48 milhões** para garantir a segurança dos torcedores, enquanto a FIFA arrecada cerca de **US$ 11 bilhões**. “Não aceitarei que os passageiros de Nova Jersey paguem essa conta. A FIFA deve arcar com os custos”, declarou Sherrill.
Em resposta, a FIFA refutou a afirmação, esclarecendo que os **US$ 11 bilhões** se referem a receitas, e não a lucros. “A FIFA é uma organização sem fins lucrativos. Os rendimentos da Copa do Mundo são reinvestidos no desenvolvimento do futebol ao redor do mundo”, completou Schirgi.
Por fim, Schirgi elogiou os parceiros das cidades-sede, destacando que muitos estão trabalhando para **oferecer tarifas de transporte coletivo acessíveis** aos visitantes.
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