Silveira prevê leilão de gás no fim de 2026 e preço de até US$ 5,25
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta quinta-feira (30) que espera realizar no último bimestre deste ano o primeiro leilão de gás natural pertencente à União. Segundo ele, a nova política permitirá que o combustível seja ofertado por valores entre US$ 5 e US$ 5,25 por milhão de BTU, ante preços que podem chegar a US$ 14 atualmente.
“Espero que o primeiro leilão seja este ano, no último bimestre”, disse Silveira durante entrevista coletiva após a reunião do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética).
O conselho aprovou uma resolução que reestrutura a política de comercialização do gás natural da União e estabelece dois modelos de leilão conduzidos pela PPSA (Pré-Sal Petróleo): um de curto prazo e outro de longo prazo.
De acordo com o ministro, os certames de curto prazo deverão atender, inclusive, à demanda de usinas termelétricas. Já os contratos de longo prazo terão como principal objetivo garantir uma oferta mais competitiva e previsível para a indústria brasileira.
“Vai ter leilões de curto prazo para servir, inclusive, às termelétricas, e os de longo prazo para servir à indústria nacional”, afirmou.
A resolução aprovada pelo CNPE prevê leilões de curto prazo para o período de 2026 a 2030 e ofertas de longo prazo a partir de 2030. O gás será destinado prioritariamente a setores intensivos no uso do insumo, como as indústrias química, petroquímica, de fertilizantes e siderúrgica.
Silveira afirmou que a nova estrutura dará à PPSA melhores condições para administrar e comercializar o gás pertencente à União.
“Vai dar condição de a PPSA usar seu poder de empresa para maximizar esse recurso e fazer o gás ser leiloado a US$ 5 ou US$ 5,25, em vez de US$ 14”, disse.
Segundo o ministro, a prioridade da política não será maximizar a arrecadação federal com a venda do gás, mas reduzir os custos produtivos e aumentar a competitividade da indústria nacional.
“A preocupação não é a arrecadação. É um fruto importante também, mas a preocupação é aumentar a competitividade da indústria”, afirmou.



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