EUA e Arábia Saudita atacam aliados do Irã no Iraque e deixam 20 mortos
Pelo menos 20 pessoas morreram e 32 ficaram feridas após forças dos Estados Unidos e da Arábia Saudita realizarem ataques conjuntos contra instalações de logística e armamento no Iraque ligadas ao Irã, segundo um comunicado divulgado no Telegram pelas FMP (Forças de Mobilização Popular).
Os ataques tiveram como alvo instalações da FMP nas províncias de Bagdá, Wasit, Nínive, Basra, Kirkuk, Karbala e Diyala, informou a FMP, causando danos de diferentes graus a vários quartéis-generais, veículos e equipamentos militares.
Em um comunicado anterior nas redes sociais, a 30ª Brigada do grupo afirmou que sete ataques aéreos atingiram locais estratégicos em Nínive, região no norte do Iraque, por volta das 3h20 da manhã, horário local, matando dez pessoas e ferindo seis.
Em resposta aos ataques, o primeiro-ministro iraquiano, Ali Falih Al-Zaidi, convocou uma reunião de emergência do Conselho Ministerial de Segurança Nacional para quarta-feira (29), segundo um comunicado de seu gabinete.
Os bombardeios americanos são os primeiros ataques aéreos no Oriente Médio desde a suspensão da ofensiva na semana passada, enquanto Teerã rejeitou um plano de Omã para gerenciar o Estreito de Ormuz.
O Irã afirmou ter disparado contra navios no estreito e contra bases americanas na Jordânia, e os preços do petróleo voltaram a subir, à medida que a retomada dos combates e os reveses diplomáticos sinalizam que não há um fim próximo para a guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel em fevereiro.
Washington e Riad disseram ter atacado conjuntamente grupos armados apoiados pelo Irã no Iraque em retaliação aos ataques com drones contra alvos petrolíferos sauditas.
As Forças de Mobilização Popular do Iraque são poderosos grupos paramilitares apoiados por Teerã e incorporados às forças de segurança formais iraquianas.
Foi a primeira grande ação militar dos EUA no Oriente Médio desde a última sexta-feira, quando o presidente Donald Trump suspendeu abruptamente uma intensa campanha de bombardeios após 13 dias, tendo sido aconselhado por comandantes de que a estratégia havia chegado ao fim.



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