Gari atropelado por empresário bêbado provoca manifestação e clama por justiça

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Gari atropelado por empresário bêbado provoca manifestação e clama por justiça

Diêgo Rafael da Silva, um gari de 19 anos, foi atropelado e morto por um veículo dirigido por um empresário chinês sob efeito de álcool. O trágico acidente ocorreu em São Paulo, e o jovem havia mudado recentemente de emprego em busca de um salário melhor para sustentar sua família, que inclui uma esposa grávida e uma filha de 1 ano.


Segundo informações da Folha de S.Paulo, a mãe de Diêgo, Elineide da Silva, expressou sua preocupação com a nova posição de trabalho. “Eu falei para ele, ‘Diego, esse é mais arriscado, não vai’”, relembrou em entrevista ao programa “Cidade Alerta”, da TV Record. Entretanto, a necessidade de um maior sustento falou mais alto. “Ele precisava de um salário melhor porque a esposa está grávida”, completou.


A dor de perder um filho foi evidenciada nas palavras emocionadas de Elineide. “Levaram a vida do meu filho. Um bêbado, um homem bêbado”, lamentou. Diêgo estava na função de gari há apenas dois meses, mas sua mãe o descreveu como um filho obediente e amoroso que sempre buscava aprovação dos pais. “Ele era um menino família, sempre sorridente”, afirmou.


Diêgo deixa uma neta de 1 ano e a esposa à espera do segundo filho. “O que vai ser da minha neta? O que eu vou falar para ela quando perguntar?”, indagou Elineide, visivelmente angustiada.


Coleta de Lixo Paralisada em Protesto


Em reação à morte de Diêgo, colegas de trabalho paralisaram parcialmente a coleta de lixo em várias regiões da capital paulista. O Siemaco (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo) convocou um ato em frente ao 7° DP (Lapa) para prestar homenagem ao gari e exigir justiça.


Detalles do Acidente


O atropelamento ocorreu na rua do Bosque, em um domingo à noite, quando Diêgo foi atingido enquanto coletava lixo ao lado do caminhão parado. O motorista, Guofang Huang, de 53 anos, não parou após o impacto e fugiu do local. De acordo com o boletim de ocorrência, ele foi encontrado posteriormente e submetido ao teste do bafômetro, que indicou uma taxa de 0,73 mg/l de álcool – o que caracteriza crime de acordo com a legislação vigente.


Embora Diêgo tenha recebido socorro, ele não resistiu aos ferimentos e veio a falecer no hospital. Huang foi levado a uma audiência de custódia, onde teve sua prisão convertida em preventiva, sem prazo determinado.


Declaração da Defesa


A defesa do empresário, composta pelos advogados Lucas Quintela e Jéssica Narjara Camillis, apontou que a Constituição assegura o direito ao devido processo legal. “Por respeito à investigação, aos familiares da vítima e ao andamento do processo, a defesa não fará comentários sobre o mérito dos fatos neste momento”, afirmaram.


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