“Era a única coisa que eu queria fazer”, diz Zidane após assumir a França
Zinedine Zidane é o novo técnico da França.
O ex-capitão da seleção francesa e campeão da Copa do Mundo de 1998 foi anunciado nesta terça-feira (28) pela Federação Francesa de Futebol como sucessor de Didier Deschamps.
O contrato é válido por quatro anos e concretiza um desejo antigo do ex-meia de comandar a equipe nacional.
A nomeação acontece duas semanas após o fim da passagem de Deschamps, que deixou o cargo depois da campanha da França na Copa do Mundo, encerrada com o quarto lugar. O último jogo sob seu comando foi a derrota por 6 a 4 para a Inglaterra.
“A seleção francesa era a única coisa que eu queria fazer. Sempre olhei para essa equipe com os olhos de um futuro treinador. Não aceitei propostas de clubes por esse motivo. A única coisa que eu queria fazer depois do Real Madrid era dirigir a seleção da França”, afirmou Zidane em entrevista coletiva.
Zidane revelou que aguardava o momento certo para assumir o cargo.
“Eu poderia ter aceitado um trabalho de três anos porque Deschamps ainda estava lá. Quando ele tomou a decisão em janeiro de 2025, no dia seguinte eu já sabia que queria ser o próximo treinador. Conversamos com o presidente da federação e o acordo foi fechado”.
Aos 54 anos, Zidane deve estrear oficialmente no comando da França em um jogo fora de casa contra a Turquia, pela Liga das Nações. Depois, fará sua primeira partida diante da torcida francesa contra a Itália, no Stade de France, em 2 de outubro.
Deschamps encerrou um ciclo de 14 anos à frente da seleção. Nesse período, comandou a equipe em 185 partidas, conquistou 120 vitórias e levou a França aos títulos da Copa do Mundo de 2018 e da Liga das Nações de 2020/21, além dos vice-campeonatos da Eurocopa de 2016 e da Copa do Mundo de 2022.
Zidane e Deschamps têm uma longa história juntos. Os dois foram companheiros na seleção campeã da Copa do Mundo de 1998, disputada em solo francês.
Naquela conquista, Zidane foi um dos principais protagonistas e também recebeu a Bola de Ouro no mesmo ano. Pela seleção francesa, disputou 108 partidas, marcou 31 gols e distribuiu 29 assistências.
“Vocês verão meu estilo em breve. Sou movido pelo jogo. Fui um camisa 10, e o que me motiva é marcar gols”, disse.
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“Morei na Espanha por 25 anos, vocês sabem o que isso significa. Dentro de campo, eu era um líder. Agora estou me tornando um líder por meio da minha experiência.”
Ao recordar o título mundial de 1998, Zidane demonstrou emoção.
“Ganhar em 1998 foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, vencer ao lado dos meus companheiros. Passei quatro ou cinco anos esperando por aquele momento. Estou emocionado. Talvez vocês não percebam, mas estou muito empolgado. Estou feliz.”
De maestro em campo a treinador vencedor
No futebol de clubes, Zidane disputou 212 partidas pela Juventus antes de ser contratado pelo Real Madrid em 2001. Pelo clube espanhol, atuou em 227 jogos ao longo de cinco temporadas, marcou 49 gols, deu 67 assistências e conquistou a Champions League logo em seu primeiro ano.
Após encerrar a carreira como jogador, retornou ao Real Madrid em 2013 como auxiliar técnico e assumiu o comando da equipe principal em 2016.
Na primeira passagem como treinador, alcançou um feito histórico ao conquistar três títulos consecutivos da Champions League entre 2016 e 2018, marca inédita até hoje.
Em 2019, voltou ao comando do Real Madrid para uma segunda passagem e conquistou mais um título do Campeonato Espanhol antes de deixar o clube novamente, em 2021.
Zidane se torna o terceiro integrante da seleção francesa campeã mundial em 1998 a assumir o comando da equipe nacional, seguindo os passos de Laurent Blanc e Didier Deschamps. Sua missão será conduzir os Bleus rumo à Copa do Mundo de 2030.
“A campanha dos Bleus foi magnífica, o futebol foi magnífico. Eu me diverti muito, assim como todo mundo. A torcida não tem do que reclamar. Vamos fazer as coisas de maneira diferente. Deschamps é Deschamps, Blanc foi Blanc, Zizou é Zizou. Vou fazer aquilo que sei fazer e garantir a continuidade para que a seleção francesa continue vencendo”, declarou.



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