Simulação da ONU encerra edição com jovens debatendo crises globais em SP

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Simulação da ONU encerra edição com jovens debatendo crises globais em SP





O XIV SPMUN (São Paulo Model United Nations) encerrou neste sábado (4), em São Paulo, mais uma edição, reunindo estudantes de universidades e escolas de diferentes estados do Brasil e de outros países para simular negociações diplomáticas, debater crises internacionais e reproduzir o funcionamento de organismos ligados à ONU (Organização das Nações Unidas).


Durante uma semana de atividades, os participantes assumiram simbolicamente o papel de representantes de países, negociaram resoluções, discutiram sanções e analisaram alguns dos principais desafios da política internacional.




Realizado entre os dias 29 de junho e 4 de julho, o SPMUN é considerado uma das simulações da ONU mais tradicionais e prestigiadas da América do Sul, além de ser a maior do estado de São Paulo.


Nesta 14ª edição, a conferência contou com 20 comitês conduzidos em português, inglês e espanhol, reunindo delegados e integrantes do secretariado em uma programação voltada à diplomacia, ao debate acadêmico e à formação de lideranças.


Ao longo dos dias, os estudantes participaram de simulações inspiradas no funcionamento das Nações Unidas e de outros organismos internacionais.


Comitês presentes



  • CSNU (Conselho de Segurança das Nações Unidas);

  • ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados);

  • FIFA (Conselho da Federação Internacional de Futebol Associado);

  • ICTY (Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia);

  • UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura);

  • CELAC-UE (Cúpula Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos – União Europeia);

  • UNOOSA (Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Exterior);

  • MCCC (Comitê de Coordenação de Crises Mágicas);

  • CN (Congresso Nacional do Brasil);

  • TO (Teatro de Operações);

  • IMPRENSA (Imprensa);

  • OIT (Organização Internacional do Trabalho);

  • DISEC (Comitê de Desarmamento e Segurança Internacional da Assembleia Geral das Nações Unidas);

  • ECOFIN (Comitê Econômico e Financeiro da Assembleia Geral das Nações Unidas);

  • SOCHUM (Comitê de Assuntos Sociais, Humanitários e Culturais da Assembleia Geral das Nações Unidas);

  • SPECPOL (Comitê Político Especial e de Descolonização da Assembleia Geral das Nações Unidas);

  • LEGAL (Comitê de Assuntos Jurídicos da Assembleia Geral das Nações Unidas);

  • ORÇAMENTÁRIO (Comitê de Assuntos Administrativos e Orçamentários da Assembleia Geral das Nações Unidas);

  • TIDHT (Tribunal Internacional de Direitos Humanos e Tecnologia);

  • CCPCJ (Comissão de Prevenção do Crime e Justiça Criminal).


A proposta da edição de 2026 foi discutir um cenário internacional marcado pela guerra na Ucrânia, pelos conflitos e pela instabilidade persistente no Oriente Médio, além dos impasses diplomáticos entre as grandes potências.


Durante as simulações, cada participante representou uma delegação e precisou defender os interesses do país designado, negociar com outros representantes e construir soluções para questões internacionais.


Para a estudante de jornalismo Ingrid Póvoas Farias Morato, de 19 anos, que integrou a mesa diretora da imprensa, a experiência superou as expectativas. Segundo ela, o ambiente foi acolhedor e proporcionou aprendizado tanto na área da comunicação quanto no contato com outros estudantes. Ingrid afirmou ainda que pretende participar novamente da conferência em 2027.


“Depois de participar de uma simulação, ainda mais de uma tão especial como essa, tenho certeza de que vou continuar atuando em diversas outras e, com certeza, novamente na SPMUN 2027”, enfatizou à CNN.


Também integrante da mesa diretora da imprensa, Rafael Bomfim, de 23 anos, avaliou que a semana foi intensa, mas recompensadora. Estudante de economia na UFBA (Universidade Federal da Bahia), ele destacou que acompanhar os delegados revivendo experiências semelhantes às que teve em edições anteriores tornou a participação especial. De acordo Rafael, as simulações contribuíram para seu desenvolvimento pessoal e profissional.


“Estar na mesa diretora e ter a oportunidade de ver os meus delegados viverem o que eu também já vivi e passarem pelas experiências que eu já passei torna tudo muito especial para mim”, compartilhou.


Entre os delegados, Lorenzo Krause relatou que decidiu trocar o início das férias acadêmicas pela participação na conferência por acreditar que o diálogo tem perdido espaço diante do aumento da violência em diferentes contextos. Para ele, a simulação demonstra que o debate continua sendo um instrumento importante para formar pessoas capazes de argumentar, negociar e ouvir diferentes pontos de vista.


“A violência está sendo usada como arma principal. A simulação é um sinal de que o debate não está morrendo. É importante formar pessoas que saibam argumentar, negociar e ouvir”, disse.


A estudante Larissa Barros, de 17 anos, aluna do 3º ano do Ensino Médio, comentou que passou a se interessar mais por política após participar das simulações. Larrissa pontuou que compreender o funcionamento da estrutura internacional fez perceber que decisões tomadas em diferentes partes do mundo podem impactar diretamente sua realidade, ao mesmo tempo em que as atividades permitem pensar em alternativas sob novas perspectivas.


Confira imagens do XIV São Paulo Model United Nations




Já a secretária-geral administrativa Rafaella Cerqueira destacou que as simulações ajudam a ampliar a compreensão sobre o trabalho desenvolvido pela ONU para além das reuniões mais conhecidas pelo público.


“As simulações ajudam a mostrar que o trabalho da ONU não é só Assembleia Geral e o que se vê na televisão. É uma oportunidade de mostrar mais do trabalho da organização e de replicar os esforços fora dela também.”


Na avaliação dela, a organização não pode interferir diretamente na soberania dos países, mas as conferências contribuem para formar uma juventude mais consciente dos desafios internacionais e da importância da diplomacia na busca por soluções coletivas.





Por meio dessas simulações, é possível construir uma juventude mais consciente dos desafios de onde se quer chegar.



Rafaella Cerqueira, Secretária-Geral Administrativa do SPMUN



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