Trigo sobe 1,81% em Chicago com cortes do USDA e queda nos estoques
Na Bolsa de Chicago, Os contratos futuros do trigo para entrega em setembro encerraram a sessão desta quarta-feira (01) em alta de 1,81%, cotados a US$ 6,00 por bushel.
Segundo análise da Granar, o movimento foi impulsionado por uma combinação de revisão negativa na oferta norte-americana e dados de estoques abaixo das expectativas, reforçando o sentimento altista no mercado do cereal.
O suporte veio principalmente das atualizações divulgadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que reduziu suas estimativas de área plantada de 17,73 para 17,30 milhões de hectares. Já a área destinada à colheita foi revisada para baixo, de 13,31 para 12,98 milhões de hectares, sendo o menor nível registrado desde 1877, segundo o relatório.
Além disso, o mercado reagiu ao dado de estoques em 1º de julho, que ficou em 25,04 milhões de toneladas. O número veio abaixo da projeção de analistas privados (25,45 milhões) e também inferior à estimativa do próprio USDA para o estoque final de 2025/26 (25,44 milhões), o que reforçou a percepção de aperto na oferta no curto prazo.
Milho
Os contratos futuros do milho encerraram o pregão desta sessão em Chicago com movimentação de ajuste, após um período de maior volatilidade no mercado. O vencimento para dezembro fechou cotado a US$ 4,42 por bushel e com avanço de 1,43%.
Segundo análise da Granar, o comportamento do milho reflete um cenário de transição entre fundamentos neutros e fatores técnicos. O fato de o USDA não ter alterado suas estimativas de área plantada e colhida nos Estados Unidos trouxe alívio ao mercado, que vinha dividido entre expectativas de revisão para cima ou para baixo dos números divulgados em março.
Esse equilíbrio abriu espaço para a atuação mais ativa dos fundos de investimento, que passaram a recompor posições compradas após um período de forte liquidação que havia deixado o mercado em condição de sobrevendido.
Do lado climático, o avanço das chuvas no Meio-Oeste norte-americano limitou parte das altas, ao mesmo tempo em que as projeções estendidas indicam redução na regularidade das precipitações nas próximas semanas. Esse cenário mantém o mercado atento ao desenvolvimento das lavouras, já que oscilações na umidade seguem como fator-chave para a produtividade da safra de grãos.
Soja
Os contratos futuros da soja encerraram a sessão em alta na Bolsa de Chicago, com o vencimento para novembro fechando cotado a US$ 11,49 por bushel, com avanço de 0,48% no dia.
A análise da Granar aponta que o mercado foi sustentado por rumores de que a China pode reservar volumes de soja norte-americana para a safra 2026/27, com embarques previstos para outubro e novembro. Esse possível movimento reforçou a percepção de demanda futura, estimulando compras pontuais ao longo do pregão.
Além disso, o cenário técnico contribuiu para o viés positivo, em uma semana de liquidez reduzida devido ao feriado nos Estados Unidos, o que favoreceu ajustes de posições por parte dos investidores.
Por outro lado, o avanço foi limitado pela pressão do mercado de petróleo, que recuou ao longo do dia, e pelos dados do USDA. A agência elevou a área plantada com soja de 34,28 para 34,55 milhões de hectares e também ajustou a área a ser colhida para 34,16 milhões de hectares, o que tende a aumentar as projeções de oferta na próxima atualização mensal prevista para o dia 10.
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