Caso Gisele: Filha e familiares da PM depõem em 3° dia de audiência em SP

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Caso Gisele: Filha e familiares da PM depõem em 3° dia de audiência em SP

A Justiça de São Paulo deu início ao terceiro dia de audiência do processo que apura a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, morta em fevereiro deste ano. Serão ouvidos, nesta quarta-feira (1°), os familiares e filha da vítima.


À CNN Brasil, o advogado da família da vítima, Dr. Miguel Silva, informou que a filha de Gisele, de apenas sete anos, já prestou depoimento na sessão.


As oitivas de testemunhas ocorrerão entre os dias 29 de junho e 2 de julho, conforme decisão da 5ª Vara do Júri do Foro Central Criminal de São Paulo. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto é réu pelo feminicídio da esposa e deve ser ouvido nesta sexta-feira (3), às 10h.


Veja cronograma das audiências



  • 29 de junho: depoimentos de delegado, peritos criminais, policiais militares e outras testemunhas do caso;

  • 30 de junho: oitivas de testemunhas, policiais militares, testemunha protegida e pessoas ligadas à investigação;

  • 1º de julho: audiência com familiares da vítima, incluindo o depoimento especial da filha de Gisele, além de outras testemunhas;

  • 2 de julho: depoimentos de policiais militares, oficiais da corporação e demais testemunhas;

  • 3 de julho: interrogatório do tenente-coronel réu no processo.




Na mesma decisão, a juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro rejeitou pedidos preliminares apresentados pela defesa, entre eles a alegação de nulidade de elementos do Inquérito Policial Militar.


O crime


A soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta em seu apartamento no Brás, na região central de São Paulo, no último dia 18 de fevereiro. Inicialmente tratada como suicídio, a ocorrência evoluiu para um inquérito de feminicídio qualificado e fraude processual.


Entenda: Veja como foi o feminicídio de PM em SP, segundo laudo


D acordo com o MP, após o crime o oficial teria tentado simular um suicídio ao posicionar a arma na mão da vítima e alterar a cena para induzir a investigação a erro.


Laudos periciais apontam inconsistências na versão apresentada pela defesa. As investigações identificaram vestígios de sangue nas roupas do acusado e indícios de que ele teria tomado banho após o crime para eliminar provas.


Para o Ministério Público, o homicídio foi praticado por motivo torpe, relacionado ao sentimento de posse e à recusa do acusado em aceitar o fim do relacionamento. A denúncia também afirma que Gisele foi surpreendida, sem possibilidade de defesa, circunstância que qualifica o crime.


O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, marido de Gisele, está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março. Ele foi denunciado pelo Ministério Público e se tornou réu por feminicídio e fraude processual.


*Sob supervisão de Carolina Figueiredo




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