Seleção faz treino leve após vitória; Lucas Paquetá tem lesão confirmada

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Seleção faz treino leve após vitória; Lucas Paquetá tem lesão confirmada

A Seleção Brasileira realizou treinamento na manhã desta terça-feira (30), em Nova Jersey. Os jogadores estavam descontraídos, risonhos, e o técnico Carlo Ancelotti até entrou na roda de altinha antes do início das atividades.


A maior parte dos titulares contra o Japão foi ao gramado, mas de tênis, sem chuteiras.




Lucas Paquetá estava ausente do treinamento. O meia sentiu dores no músculo posterior da coxa esquerda e foi substituído por Endrick durante a partida contra o Japão.


De acordo com a CBF, ele passou por exames de imagem na manhã desta terça que confirmaram a lesão muscular na região posterior da coxa esquerda.


“O jogador seguirá um protocolo de tratamento intensivo, acompanhado pela equipe médica da Seleção Brasileira, visando sua recuperação e retorno às atividades no menor tempo possível”, diz o comunicado.


Segundo apuração da rádio Itatiaia, o jogador não deve participar das oitavas de final da Copa.


Raphinha, que não viajou a Houston, segue em recuperação da lesão na coxa direita sofrida na partida contra o Haiti, no último dia 19.


A expectativa inicial era de que o atacante pudesse retornar nas oitavas de final da Copa do Mundo.


A CBF não estipulou prazo, mas informou que ele tem feito atividades na academia e pode começar a treinar no campo ainda nesta semana, não necessariamente com bola.


A comissão técnica também informou que Casemiro teve apenas cãibras durante o jogo em Houston e passa bem.


Vini Jr., Endrick, Rayan, Matheus Cunha, Gabriel Martinelli, Douglas Santos, Danilo e Gabriel Magalhães, que atuaram na partida contra o Japão, entraram no gramado de tênis. No fim dos 15 minutos de treino abertos à imprensa, conversaram com Ancelotti e, em seguida, permaneceram no banco de reservas enquanto os demais jogadores faziam atividades com bola.


Alisson e Casemiro não participaram das atividades enquanto os jornalistas estavam presentes.


Neymar, que não participou da partida em Houston, treinou normalmente. Na coletiva após o jogo, Ancelotti afirmou que havia avisado ao atacante que ele entraria por volta dos 60 ou 65 minutos.


No entanto, com o empate no placar, o treinador decidiu manter a estrutura da equipe porque avaliou que o Brasil tinha o controle da partida.


Aos 25 minutos do segundo tempo, Neymar chegou a fazer aquecimento na beira do gramado, levantando a torcida, mas acabou não entrando.


Depois do treino desta terça, os jogadores receberam folga e voltam às atividades apenas na tarde de quarta-feira (1º).


Lesões podem provocar mudanças


Noruega e Costa do Marfim se enfrentam nesta terça-feira, às 14h (horário de Brasília), em Dallas, para definir o adversário do Brasil nas oitavas de final. A partida será disputada no domingo (5), em Nova Jersey.


Questionado sobre uma possível ausência de Paquetá, Ancelotti confirmou que Endrick é uma das opções para a vaga. Mas, caso Raphinha esteja recuperado, ele também poderia retomar a posição de titular, com Rayan pela direita e Matheus Cunha centralizado.


Se Raphinha não tiver condições de jogo, além de Endrick, Gabriel Martinelli aparece como alternativa. O atacante do Arsenal foi decisivo diante do Japão ao marcar o segundo gol do Brasil.


No futebol inglês, Martinelli está acostumado a enfrentar equipes que atuam com linhas baixas e defesa com cinco jogadores, como fez o Japão.


No Arsenal, também costuma jogar mais por dentro quando a equipe precisa de outra referência ofensiva pelo lado esquerdo.


Apesar dos pedidos da torcida por Neymar, a aposta em Martinelli funcionou.


Noruega ou Costa do Marfim


Independentemente do adversário, o cenário das oitavas deve ser diferente do jogo contra o Japão.


Tanto Noruega quanto Costa do Marfim tendem a apresentar um posicionamento mais aberto.


O Brasil ainda seria o favorito diante de qualquer um dos dois, mesmo que a Seleção já não tenha mais a mesma superioridade de outras Copas.


Do ponto de vista defensivo, a principal preocupação, caso o adversário seja a Noruega, é a velocidade dos atacantes, como Erling Haaland.


Contra seleções europeias mais bem preparadas fisicamente, como Espanha e Inglaterra, o campo costuma encurtar e há menos espaço para os jogadores explorarem.


Nesse cenário, a linha defensiva brasileira, que hoje atua mais adiantada, pode precisar de ajustes.


Gabriel Magalhães e Marquinhos já estão acostumamos a esse tipo de jogo no futebol europeu, mas ainda assim adaptações podem ser necessárias caso a Noruega confirme a classificação.


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