Irã e Omã realizam primeira reunião de comitê sobre Ormuz, diz Gharibabadi
Irã e Omã realizaram a primeira reunião de um comitê conjunto sobre o Estreito de Ormuz, em Mascate, informou nesta segunda-feira (29) o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã em sua conta na rede social X.
Kazem Gharibabadi afirmou que os dois países trocaram opiniões sobre os direitos soberanos dos Estados costeiros do Golfo, bem como sobre a futura administração do estreito, com base no acordo provisório assinado neste mês entre Teerã e Washington.
در سفر به مسقط، اولین نشست کمیته مشترک هرمز با عبدالعزیز الهنایی، وزیر مشاور در امور خارجه عمان برگزار شد. ضمن مرور مسائل جاری در رابطه با تنگه، درباره مدیریت آینده تنگه در چارچوب بند پنج یادداشت تفاهم اسلام آباد و حقوق حاکمیتی دولتهای ساحلی تبادل نظر کردیم. pic.twitter.com/m26EBHWwhn
— Gharibabadi (@Gharibabadi) June 29, 2026
“Durante a viagem a Mascate, foi realizada a primeira reunião do Comitê Conjunto sobre o Estreito de Ormuz, com a participação de Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, e Badr Albusaidi, ministro das Relações Exteriores de Omã. Além de revisar as questões em andamento relacionadas ao estreito, trocamos opiniões, no âmbito dos cinco eixos do memorando de entendimento, sobre a gestão futura dessa hidrovia e sobre os direitos soberanos dos Estados costeiros”, escreveu Gharibabadi.
Ao todo, 124 navios de transporte de commodities atravessaram o Estreito de Ormuz desde quinta-feira (25), segundo a Kpler, empresa de inteligência de dados que monitora o transporte marítimo global e os fluxos de commodities.
O número de embarcações que passaram pelo estreito em quatro dias já é semelhante ao volume que costumava transitar em apenas um dia antes da guerra. Dados da Kpler mostram que mais de 100 navios atravessavam diariamente o Estreito de Ormuz antes do início do conflito.
Os dados da Kpler acompanham navios que transportam commodities, como petroleiros, graneleiros, embarcações de gás natural liquefeito (GNL) e de gás liquefeito de petróleo (GLP), mas não incluem navios porta-contêineres.
O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito transportados no mundo, continua reduzido após a escalada das tensões na região. Nos últimos dias, Estados Unidos e Irã trocaram ataques nas proximidades do estreito, e instalações militares americanas em países do Golfo também foram alvo.
Embora um integrante do governo do presidente Donald Trump tenha afirmado no domingo que “as embarcações podem navegar livremente” pelo estreito, a situação na hidrovia continua tensa, deixando operadores de navios comerciais e suas tripulações diante de incertezas e riscos.
*com informações de Kathleen Magramo, da CNN, e da Reuters
Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?



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