Deputada expõe atrito com PSOL por fundo partidário
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) afirmou que só permaneceu no partido porque a direção da legenda pediu para que ela ficasse e ajudasse o PSOL a superar a cláusula de barreira. A declaração ocorre em meio à crise sobre a distribuição de recursos do fundo partidário para as eleições. Com informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo.
Erika reagiu a dirigentes do PSOL que a acusam de usar a disputa por verbas como justificativa para deixar a legenda depois das eleições. A parlamentar disse que já poderia ter saído do partido, mas optou por ficar diante do risco eleitoral que a sigla enfrentava.
“Me senti completamente desrespeitada e agredida. Eu recusei propostas para garantir a cláusula de barreira. Já poderia estar fora do PSOL, mas fiquei porque sabia que era um risco para o partido”, disse a deputada.
A crise ganhou força nesta terça-feira (23), quando Erika foi às redes sociais para acusar o PSOL de descumprir um acordo fechado no início do ano. Segundo ela, o combinado previa que, por atuar como puxadora de votos, receberia mais recursos do fundo partidário.
Direção do PSOL nega quebra de acordo sobre valores
A deputada afirma que dirigentes do partido a informaram agora que ela receberia os mesmos valores destinados a outros candidatos da legenda. Erika apresentou a cobrança como uma quebra do acordo que, segundo ela, havia sido acertado antes.
Dirigentes do PSOL negam a versão da parlamentar. Integrantes da cúpula partidária dizem que Erika receberá mais recursos que outros nomes da legenda, mas a planilha com os valores previstos para cada candidatura não foi divulgada.
A discussão sobre a permanência de Erika no PSOL já havia aparecido no início do ano, quando a corrente ligada à deputada e ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, defendeu uma federação com o PT.
A proposta de federação com o PT acabou rejeitada pela maioria dos integrantes do PSOL. Naquele período, outras correntes internas já acusavam Erika e Boulos de procurar um motivo para deixar a legenda, versão que voltou a circular entre dirigentes durante a disputa atual sobre o fundo partidário.




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