Operação da Polícia Civil investiga descontos em benefícios do DF


Foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária, três mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em Minas Gerais. Segundo o diretor da Divisão de Defraudações e Falsificações, delegado Henry Galdino, três servidores do Banco de Brasília (BRB) foram alvo da operação.
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“Eles não estão indiciados porque não tivemos mandado de prisão para eles, então, não posso afirmar no atual estágio da investigação que eles estão efetivamente envolvidos”, afirma o delegado.
De acordo com a Polícia Civil, os descontos eram feitos por associações sem que os beneficiários autorizassem. A estimativa é que mais de 3.500 contas foram afetadas pelos descontos médios de R$ 40, com prejuízo inicial estimado em mais de R$ 5 milhões.
De acordo com o delegado, os descontos já foram cessados a pedido do Ministério Público do Distrito Federal, desde a última semana.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, informou por redes sociais que o secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, foi orientado a contratar uma auditoria para investigar as supostas fraudes, além de iniciar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por meio da secretaria de Economia.
“O objetivo é ir atrás dos recursos retirados dos servidores e pensionistas do GDF. Determinei, ainda, que a PGDF busque meios legais para garantir o ressarcimento dos recursos dos servidores públicos”, declarou.
Parasitas
Segundo nota divulgada pela Polícia Civil do DF, o nome da operação faz referência aos organismos que retiram recursos necessários para a sobrevivência de outro ser vivo, causando prejuízo. Neste caso, há suspeita de exploração financeira contínua de aposentados e pensionistas, por meio de descontos sem autorização válida.



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