Gerente e caminhoneiro são presos por furto de pneus em Vilhena
Segundo informações apuradas, os proprietários da empresa vinham percebendo, há algum tempo, o desaparecimento recorrente de pneus do estoque. Diante da situação, passaram a realizar uma investigação interna, utilizando imagens de câmeras de segurança e sistemas de monitoramento para identificar o responsável pelos prejuízos.
Após semanas de acompanhamento, os empresários chegaram à conclusão de que o principal suspeito seria o próprio gerente da empresa, que teria se aproveitado da função de confiança para retirar os produtos do estabelecimento, principalmente durante o período noturno e aos finais de semana.
Com as evidências reunidas, o caso foi comunicado à Polícia Militar e ao Núcleo de Inteligência, que iniciaram diligências e monitoramento das atividades suspeitas.
Durante o final de semana, os policiais constataram que uma carreta Volkswagen 19.320 Titan, de cor branca, havia sido carregada com pneus em frente ao comércio investigado, situação que, segundo as apurações, vinha ocorrendo de forma recorrente.
Na tarde de segunda-feira, os militares realizaram a abordagem do veículo e localizaram onze pneus que teriam sido furtados da empresa. Três deles já estavam instalados na própria carreta e outros oito foram encontrados no interior do caminhão-baú.
Além do gerente apontado como responsável pelos furtos, o motorista da carreta também foi preso e conduzido à Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp), onde o caso foi registrado.
De acordo com a polícia, a carreta transportava ainda uma carga legal de grãos de milho pertencente a uma empresa vilhenense. Em razão da apreensão do veículo, a carga deverá ser transferida para outro caminhão para seguir viagem.
As autoridades agora investigam o grau de participação de cada um dos envolvidos no suposto esquema criminoso. O caminhoneiro poderá responder pelos fatos, conforme o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Civil.
O gerente deverá responder, em tese, pelo crime de furto qualificado, uma vez que é suspeito de ter utilizado a posição que ocupava na empresa e a relação de confiança com os proprietários para praticar os desvios. Ele nega as acusações.
A Polícia Civil dará continuidade às investigações para apurar o tamanho do prejuízo causado à empresa, a quantidade total de pneus que podem ter sido subtraídos ao longo do período investigado e a possível participação de outras pessoas no esquema.



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