Títulos pós-fixados são atrativos após corte da Selic; entenda
Mesmo após a redução da taxa Selic para 14,25% ao ano, o patamar elevado dos juros mantém os títulos pós-fixados como a principal recomendação dentro da renda fixa.
Em um cenário ainda marcado por incertezas, especialistas destacam que esses ativos oferecem menor risco, boa rentabilidade e liquidez, sendo especialmente indicados para investidores conservadores e para a formação da reserva de emergência.
Em participação na CNN Money, a editora da Broadcast, Karla Sportorno, explicou que a principal vantagem dos títulos pós-fixados é a previsibilidade. Como acompanham a taxa básica de juros e não sofrem oscilações relevantes ao longo do tempo, permitem resgates sem grandes perdas.
“Com 14,25% ao ano de taxa básica de juros no Brasil, é possível ter uma boa rentabilidade nos títulos mais conservadores”, afirmou.
Já os títulos pré-fixados podem ser atrativos para quem pretende manter o investimento até o vencimento e tolera oscilações de mercado.
Segundo a repórter do Broadcast, o comunicado mais recente do Copom, que reduziu os juros e alterou o horizonte relevante da política monetária para 2028, aumentou a volatilidade dos papéis de médio e longo prazo. Com isso, investidores que precisaram vender esses títulos antecipadamente enfrentaram perdas.
A diferença entre os pós-fixados e a poupança também chama atenção. Com base em levantamento do C6 Bank citado por Karla, o Tesouro Selic teria rendimento de cerca de 17% em seis meses, contra apenas 2% da caderneta de poupança.
Em cinco anos, o ganho acumulado chegaria a 53% no Tesouro Selic e a 57% em um CDB pré-fixado com retorno de 15,1%, enquanto a poupança renderia apenas 24%.
Na renda variável, a queda dos juros tende a beneficiar empresas com dívidas atreladas a taxas pós-fixadas, mas Karla reforçou que investimentos em ações exigem maior tolerância ao risco.
Segundo reportagem de Daniel Tosi sobre o posicionamento do Itaú, os estrategistas do banco não recomendam ampliar a exposição à bolsa brasileira neste momento, embora mantenham uma visão ligeiramente mais favorável para ações americanas, especialmente as do índice S&P 500.
“Renda variável é para quem tem estômago mais forte”, resumiu.
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