Incêndio em Paraisópolis atinge 150 moradias e famílias ficam desabrigadas

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Incêndio em Paraisópolis atinge 150 moradias e famílias ficam desabrigadas

O incêndio de grandes proporções na comunidade de Paraisópolis, na zona Sul de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (18), atingiu ao menos 150 casas. A informação foi divulgada pela Defesa Civil do Estado de São Paulo.


Corpo de Bombeiros atuou na ocorrência na Rua do Símbolo, na Vila Andrade, com cerca de dez viaturas e 35 agentes. A Defesa Civil também compareceu ao local. Não houve registro de vítimas.


Vídeos obtidos pela CNN Brasil mostram a dimensão da destruição causada pelo fogo. 


Veja imagens abaixo:




Até o momento, as autoridades não identificaram o que causou o incêndio. De acordo com o Corpo de Bombeiros, um agente foi atingido por um telhado, mas teve apenas escoriações e passa bem. 


A Defesa Civil realiza o acolhimento das famílias que tiveram as casas atingidas pelo fogo. Elas devem seguir do CEU Paraisópolis para abrigos da Prefeitura de São Paulo para que não haja interrupção das atividades escolares no local.


O incêndio já foi controlado, segundo as equipes que estavam presentes na região.


Segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública), a perícia foi acionada e realizará trabalhos no local para identificar as causas do ocorrido. O caso foi registrado como incêndio no 89° DP (Jardim Taboão) e é investigado pela Polícia Civil.




Relato de moradora


Uma moradora que perdeu a casa durante o incêndio em Paraisópolis, na zona Sul de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (18) relatou à CNN Brasil que havia terminado de quitar o imóvel há três meses, após dois anos de pagamentos. 


Erika do Couto Santos é auxiliar de limpeza no CEU (Centro Educacional Unificado) Paraisópolis, próximo ao local do acidente. Além de sua residência, outras 149 casas foram tomadas pelo fogo, segundo informações preliminares do Corpo de Bombeiros.


A auxiliar de limpeza conta, emocionada, que morou de aluguel durante dois anos naquela mesma casa e, nos últimos meses, conseguiu comprá-la. “Era um sonho realizado. Ainda que fosse de madeira, era o meu lar”, desabafou.


A mulher conta que acordou por volta das 5h20 com o barulho das chamas. “De imediato, eu abri a janela do meu quarto e me deparei com o clarão”, disse.


A primeira coisa que pensou foi em acordar as duas filhas menores de 15 anos, agasalhá-las e gritar para os vizinhos que estava pegando fogo. Em menos de uma hora, por volta das 6h, o incêndio já havia tomado grandes proporções, como relata Erika.


Veja o relato:





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