Bósnia quer deixar de ser azarão e enfrentar a Suíça em pé de igualdade
A Bósnia e Herzegovina tenta afastar a imagem de azarão na Copa do Mundo e busca reconhecimento após uma campanha que já surpreendeu adversários tradicionais. O zagueiro Nikola Katic afirmou que a equipe ainda é subestimada antes do confronto contra a Suíça.
Mesmo depois de eliminar a tetracampeã mundial Itália e a favorita seleção do País de Gales na repescagem das Eliminatórias, além de arrancar um empate por 1 a 1 contra a anfitriã Canadá na estreia do torneio, a Bósnia ainda sente que não recebeu o respeito esperado.
“Depois daquela vitória (contra a Itália), não recebemos o respeito que merecíamos, porque a narrativa foi mais sobre uma Itália ruim do que uma boa Bósnia”, afirmou Katic, em referência aos comentários após a partida.
O técnico Sergej Barbarez reforçou que a equipe não entrará em campo contra a Suíça pensando apenas em se defender ou buscar um empate. A meta, segundo ele, é conquistar os três pontos.
“Vamos entrar em campo para buscar a vitória”, disse Barbarez, ex-jogador de destaque da seleção e do futebol alemão nas décadas de 1990 e 2000.
No comando da seleção desde 2024, o treinador reformulou o elenco e promoveu mais de uma dezena de mudanças, misturando jogadores experientes com jovens atletas. Para ele, o empate diante do Canadá na estreia trouxe confiança ao grupo, especialmente por enfrentar uma seleção anfitriã logo no primeiro jogo.
“É claro que existia uma certa ansiedade, mas eu diria que era mais uma empolgação”, afirmou.
O resultado contra o Canadá mostrou uma equipe organizada defensivamente e capaz de competir contra adversários de estilo mais ofensivo. Agora, Barbarez e Katic dizem que a prioridade será manter a própria identidade diante da Suíça, sem mudar a estratégia por causa do rival.
A grande referência da equipe é o atacante Edin Dzeko, de 40 anos, que disputa provavelmente sua última Copa do Mundo. Maior artilheiro da história da seleção, o veterano será peça fundamental no sistema ofensivo da Bósnia.
Com uma defesa forte e aposta em contra-ataques rápidos, a precisão de Dzeko na frente do gol pode ser decisiva para as ambições da equipe no torneio.
Katic destacou a importância do atacante para o grupo. Segundo ele, faltam palavras para explicar o impacto de Dzeko dentro de campo, nos treinamentos e fora deles.
Barbarez, porém, não revelou se o capitão será titular contra a Suíça.
Durante a entrevista, os jornalistas voltaram várias vezes ao triunfo sobre a Itália — uma das maiores conquistas recentes da seleção. A Bósnia venceu nos pênaltis por 4 a 1 após empate por 1 a 1 na prorrogação.
“É um daqueles jogos que ficarão para sempre na nossa memória”, disse Barbarez.
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