Chapa com Haddad e Tebet seria competitiva, diz Márcio França à CNN
O ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB) defendeu uma chapa entre o ex-ministros Fernando Haddad (PT) e Simone Tebet (MDB) para o governo de São Paulo.
Em entrevista à CNN Brasil nesta terça-feira (16), França afirmou que, apesar de inicialmente desejar concorrer ao Palácio dos Bandeirantes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu que a vaga fosse de Haddad, pela associação do ex-ministro com mudanças na economia brasileira.
“Eu queria mesmo era disputar o governo, mas ele [Lula] disse: ‘Olha, é melhor ter o 13, porque o 13 o Haddad é associado à mudança da economia’. […] Eu acho que quem mudou a economia foi uma dupla, o [Fernando] Haddad e a Simone Tebet. Eles podiam fazer uma dupla também para o governo de São Paulo”, declarou.
O político do PSB (Partido Socialista Brasileiro) também destacou a sugestão de uma estratégia para São Paulo no sentido de reforçar o nome de Haddad para um eventual segundo turno.
Por contar com um cenário de segundo turno para Lula, a presença do ex-ministro no âmbito estadual também seria importante.
Ao mencionar nomes menos expressivos de outros possíveis concorrentes, França teme que, sem um empenho, a primeira etapa do pleito possa assumir uma roupagem de segundo turno, configurando um confronto direto entre o ex-chefe da Fazenda e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
“O mais importante aqui é garantir o segundo turno em São Paulo, com chance de ter 2º turno também na eleição brasileira — há uma possibilidade grande de ter segundo turno na eleição do Lula e é muito ruim se São Paulo não tiver segundo turno numa eleição de governador”, disse.
“A gente sabe que, embora o Haddad tenha pontuado bem até agora, eu não tenho convicção nem na candidatura do Kim [Kataguiri – Missão] e muito menos na do Paulo Serra [PSDB]. Portanto, podemos ficar com uma candidatura em que, meio que, o primeiro turno virar segundo em São Paulo”, finalizou.
Mesmo com as opiniões, França demonstrou que a posição final sobre o caso seria de Lula, e, assim como a escolha por Haddad ao governo foi respeitada, “vou respeitar também as outras”.
*Sob supervisão de Lucas Schroeder



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