Feminicídio em São Paulo: Mulher morta pelo marido em ato extremo de violência

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Feminicídio em São Paulo: Mulher morta pelo marido em ato extremo de violência

Uma mulher de 39 anos foi encontrada sem vida em sua residência na zona sul de São Paulo, após o marido confessar o crime a um familiar. Conforme reportado pela Folha de S.Paulo, o lamentável incidente ocorreu na avenida Antônio Ramos Júnior, em Cidade Dutra, na tarde de sexta-feira, 5 de junho.


Circunstâncias do Crime


De acordo com informações da Polícia Militar, o companheiro da vítima enviou mensagens ao seu irmão, declarando que havia cometido o ato e que planejava se suicidar em seguida. A PM foi acionada e, ao chegar ao local, estabeleceu contato com o irmão do autor, que os levou até a residência.


Dentro do imóvel, os agentes descobriram a mulher caída em um dos quartos, já sem sinais vitais. O marido estava próximo a ela, também no chão, ao lado de uma pistola que foi apreendida para análise pericial, conforme informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP). Esse triste caso foi registrado como feminicídio e suicídio, sendo encaminhado à 6ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) para investigação.


Crescimento dos Feminicídios em São Paulo


Os dados recentes apontam um aumento significativo no número de feminicídios em São Paulo. No primeiro trimestre de 2026, o estado registrou 86 casos, o maior desde que as estatísticas começaram a ser levantadas em 2018. Este número representa um aumento de 41% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram registrados 61 casos, segundo a SSP.


A comparação com o primeiro trimestre de 2024, que teve 75 casos, também revela uma tendência de crescimento alarmante. Em 2025, a série histórica teve o maior número total de incidentes registrados.


Situação Nacional do Feminicídio


Em âmbito nacional, o Brasil também não escapa dessa escalada de violência. De acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, houve um aumento de 7,5% no número de feminicídios no primeiro trimestre de 2026, com 399 vítimas, em comparação às 371 do ano anterior. Essa é a maior quantidade registrada para um primeiro trimestre em 11 anos, indicando uma média de quatro mulheres assassinadas por dia devido à violência de gênero.


Especialistas atribuem parte deste crescimento à melhoria na notificação de casos, já que mortes anteriormente classificadas como homicídios comuns são agora contabilizadas como feminicídios. Além disso, o machismo persistente na sociedade é um fator significativo, com 59,4% dos casos ocorrendo por parceiros íntimos e 21,3% por ex-parceiros.


Desde a aprovação da Lei do Feminicídio, em março de 2015, que tipificou tais crimes no Brasil, o governo tem tentado intensificar o combate a essa realidade. Recentemente, foi lançado o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, uma iniciativa que visa fortalecer a proteção às vítimas e aprimorar a resposta estatal à violência de gênero.


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