Conflitos na Bolívia deixam 10 mortos e 365 presos em um mês, diz relatório

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Conflitos na Bolívia deixam 10 mortos e 365 presos em um mês, diz relatório

A Defensoria dos Direitos Humanos da Bolívia apresentou o segundo relatório preliminar sobre os conflitos no país que causaram bloqueios na cadeia de suprimento. O levantamento foi feito no período de 1º de maio a 2 de junho de 2026.


Segundo o documento, o prolongamento dos conflitos na Bolívia está gerando um impacto cumulativo que afeta o acesso da população a serviços essenciais, impactando diretamente direitos fundamentais como a vida, a saúde, a liberdade pessoal, a integridade físcia e a liberdade de expressão.


O balanço feito pela Defensoria aponta, também, um cenário alarmante com 365 pessoas detidas. Deste número, 247 já foram liberadas e 118 continuam sob custódia/processo. Outras 37 pessoas, incluindo civis, policiais e jornalistas ficaram feridas.


O documento também aponta dez mortos nesse período de conflito, porém apesar de as mortes estarem possivelmente vinculadas aos conflitos, há um processo de verificação em اندamento para apurar em que circunstâncias em que cada uma delas ocorreu.


Ainda neste mesmo período, profissionais da comunicação foram afetados pelo menos 28 vezes, incluindo agressões, ameaças restrições à cobertura, danos a euipamentos e outras formas de obstrução do trabalho jornalístico, praticos por manifestantes quanto por policiais.




Governo pode tomar medidas adicionais para enfrentar bloqueios











O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, afirmou na sexta-feira (5) que seu governo poderá adotar novas medidas para enfrentar mais de um mês de bloqueios de estradas que afetaram a economia do país e as cadeias de abastecimento.


Militares e policiais desobstruíram vias que levam a Carreras, uma área agrícola rural ao sul de La Paz, enquanto o ministro da Defesa, Ernesto Justiniano, e autoridades de segurança acompanharam a operação.


Agricultores foram vistos próximos às forças de segurança e, após a reabertura da rota, voltaram a vender seus produtos aos consumidores.


Falando em Carreras após uma operação conjunta da polícia e das Forças Armadas que liberou a rodovia sem confrontos, Paz afirmou que os bloqueios causaram dificuldades ao limitar o acesso a alimentos, medicamentos, comércio, transporte e suprimentos hospitalares.


Segundo ele, o diálogo continua sendo o caminho para resolver a crise, mas acusou o ex-presidente Evo Morales de usar movimentos sociais e o sofrimento da população para se defender de problemas judiciais.


A reabertura da estrada restabeleceu o acesso a um corredor estratégico para o abastecimento de alimentos da cidade de La Paz, após semanas de escassez.


Os acontecimentos ocorreram enquanto o Congresso analisava um projeto de lei que regulamenta os estados de exceção, já aprovado pelo Senado e em tramitação na Câmara dos Deputados.


A Bolívia enfrentava mais de 30 dias de bloqueios, inicialmente motivados por reclamações sobre remessas de combustível contaminado e que posteriormente passaram a incluir reivindicações salariais e demandas políticas.






*Com informações da Reuters








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